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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Argentina quer comprar 24 caças produzidos no Brasil


Intenção de adquirir os caças suecos Gripen NG foi anunciada ontem pelo Ministério da Defesa depois da assinatura de acordo de cooperação bilateral com a Argentina; país vizinho pode participar da produção

São José dos Campos

A Argentina anunciou anteontem que tem interesse em comprar 24 caças suecos Gripen NG que forem produzidos no Brasil.


A informação foi divulgada pelo Ministério da Defesa após a assinatura de um acordo de cooperação bilateral entre Brasil e Argentina, que garantirá base jurídica e política para a ampliação de projetos conjuntos no setor aeronáutico.


O ministro da Defesa da Argentina, Agustin Rossi, anunciou a decisão do governo argentino de iniciar as negociações para aquisição de 24 caças suecos Gripen NG que serão produzidos no Brasil. As condições da compra, assim como a eventual participação argentina na produção desses aviões, serão objeto de tratativas, nos próximos meses, entre representantes dos dois países.

Caças. O Brasil deve assinar em dezembro o contrato com a sueca Saab para a compra de 36 caças Gripen NG para a frota da FAB (Força Aérea Brasileira).


O contrato do Brasil com a Saab é no valor de US$ 4,5 bilhões e envolve a transferência de tecnologia do caça para o país, bem como a produção da aeronave no Brasil.


De acordo com o Ministério da Defesa, o ministro Celso Amorim afirmou que o Brasil estudará “com empenho” a possibilidade de participação argentina no projeto do Gripen NG. Em sua avaliação, há um extenso campo a ser explorado na cooperação em defesa entre os dois países.


O acordo bilateral foi assinado anteontem, na unidade da Embraer Defesa & e Segurança, em Gavião Peixoto, após a apresentação oficial ( rollout) do jato de transporte militar KC-390, o maio avião projetado no Brasil, pela Embraer, sob encomenda da FAB.


O ministro Celso Amorim comemorou a assinatura do acordo com a Argentina, classificando-a como simbólica e “duplamente estratégica” por juntar os setores de defesa e aeroespacial.

Cargueiro. “Nossa disposição de cooperar com a Argentina, país vizinho e amigo, é total”, disse durante o evento.


A Argentina é um dos países parceiros do programa do KC-390. O ministro Rossi declarou que a Argentina deve comprar ao menos seis unidades do novo avião, mas ainda não há prazo definido para isso.


A assessoria do Ministério da Defesa do Brasil informou que, em pronunciamento realizado durante a assinatura do acordo, o ministro da Defesa argentino ressaltou a importância da participação da indústria de seu país na fabricação do cargueiro da Embraer.


Segundo ele, os investimentos feitos para a produção de peças do KC-390 na Fábrica Argentina de Aviões (FAdeA), em Córdoba, foram fundamentais para revitalizar a indústria aeronáutica de seu país.


Os dois países também poderão desenvolver projetos no setor naval.


Funcionários da Embraer retomam as atividades
São José dos Campos

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou que trabalhadores da Embraer realizaram ontem um novo protesto na sede da empresa com um atraso de três horas na produção da matriz da fábrica, em São José dos Campos.


Anteontem, os metalúrgicos da indústria cruzaram os braços por 24 horas. O sindicato reivindica ao menos reajuste salarial de 10%. A empresa ofereceu 6,6%.


Segundo a entidade, os metalúrgicos da produção, que iniciam o expediente às 6h, entraram às 9h.
Já os funcionários administrativos entrariam às 7h, mas também entraram às 9h.


Em nota, a Embraer informou ontem que a negociação salarial da data-base 2014 com o sindicato segue a cargo da Fiesp (que representa legalmente as empresas do seu setor na região).


“Embora não tenha ainda se chegado a acordo entre as partes, a empresa aplicou reajuste de 5,30% nos salários de seus empregados a partir de setembro como uma antecipação por conta da data-base”.


Legacy 500 recebe aval americano


A Embraer divulgou ontem que o jato executivo Legacy 500 recebeu a certificação da FAA (Federal Aviation Administration), autoridade aeronáutica dos Estados Unidos. Esta autorização permite o inicio das operações da aeronave naquele país ou em outros lugares que requerem essa homologação específica, informou a empresa.


O Vale.

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