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domingo, 26 de outubro de 2014

"Até de helicóptero é difícil chegar", explica piloto



Terreno para o pouso no Seringal Canadá, no Acre, desafia perícia do comandante da aeronave.

Ao longo dos cinco dias de distribuição de urnas no Acre, as tripulações do helicóptero H-60 Black Hawk encontraram diferentes terrenos e obstáculos para pouso, mas nenhum deles exigiu mais perícia dos pilotos do que o Seringal Canadá na última sexta-feira (24/10).

Localizado a 108 km ao sul do município de Feijó, o local fica encravado na encosta do rio Envira. O único local disponível para pouso é uma área em que há vários tocos altos e pontiagudos de árvores. "O helicóptero já é um recurso usado quando não se consegue chegar nem de avião, nem de barco ou a pé. E naquele local era difícil até para o helicóptero", afirma o Tenente Helder Calenzani.

Com cinco anos de experiência no helicóptero e várias missões na região amazônica, ele explica qual a técnica usada para conseguir descer a aeronave sem causar danos na fuselagem. "Tem que existir uma coordenação perfeita entre os pilotos e os operadores", conta. Além do piloto e do co-piloto, a tripulação é formada por um mecânico e um operador de equipamentos, que ficam nas janelas laterais. Enquanto os pilotos se concentram na observação da área frontal da aeronave, os auxiliares se concentram nas laterais e na parte traseira. "Eu só posso fazer deslocamentos com autorização dos operadores", diz o piloto.

Sem uma operação minuciosa na aproximação, o risco de danos na aeronave é grande e perigoso. "Pode romper a fuselagem ou um pneu. Pode ainda bater no rotor, o que seria muito pior", descreve. Mesmo com a certeza de que não há nada que possa afetar a segurança, o helicóptero permanece leve sobre rodas. É o nome da técnica que deixa as rodas tocarem o solo, porém o peso do equipamento, que pode chegar à capacidade máxima de dez toneladas, permanece suspenso. "Fica voando, mas com as rodas tocando o chão", simplifica o piloto do Esquadrão Harpia, sediado em Manaus.

Região de Feijó - O apoio logístico da Força Aérea Brasileira às equipes que partiram de Feijó, município acreano com cerca de 30 mil eleitores, foramLocal fica às margens do rio Envira Agência Força Aérea oito localidades que reúnem 15 seções eleitorais de difícil acesso da sétima Zona Eleitoral. Nestes locais votam quase 2 mil eleitores.

De acordo com a presidente da seção 68 no Seringal Canadá, Deusinete de Souza Costa, além dos equipamentos, medicamentos básicos e hipoclorito para tratamento da água, o grupo preparou mantimentos para ficar oito dias na localidade. "Estamos levando carne, por que lá não tem, e outros alimentos, como arroz, feijão, charque. Quando aparece, a carne de caça. No primeiro turno, quando estávamos lá, não tivemos essa sorte", lembra a mesária.

Na próxima segunda (27/10) inicia o roteiro de recolhimento das urnas e equipes. Mas não será preciso aguardar até a data para conhecer o resultado das urnas. Cada equipe segue com um kit de transmissão de dados via satélite da Justiça Eleitoral. "Assim que a gente chega na localidade, temos que enviar email avisando que chegou, que está tudo bem, inclusive com os equipamentos. No dia das eleições, a gente tem que passar email quando inicia, depois de uma hora dizendo que está tudo bem e depois envia o resultado das eleições", detalha a mesária Francineide Cordeiro Sena. Ela também vai trabalhar no Seringal Canadá.


FAB

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