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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Encontro de Guerra Eletrônica discute ações integradas de defesa no universo eletromagnético


Brasília 29/10/2014 – Com o objetivo de promover a integração entre as Forças Armadas para proteção do país por meio do domínio de tecnologia de comunicação eletromagnética, começou na terça-feira (28) o V Encontro de Guerra Eletrônica de Defesa. Entende-se por ‘Guerra Eletrônica’ qualquer tipo de ação que se utilize de ondas eletromagnéticas – base da comunicação feita por rádios, radares e satélites – para obter informações privilegiadas em relação a um eventual adversário.

Na abertura do encontro, que segue até o próximo dia 30/10, o chefe de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa, almirante Ademir Sobrinho (foto acima), destacou a importância de as Forças Armadas estarem juntas no debate desse tema. “Militares das três Forças se reúnem para seguir implementando ações estratégicas, ampliando o conhecimento, estreitando laços e fortalecendo a interoperabilidade no âmbito da defesa nesse esforço de qualificação permanente e continuada”, disse.

Atualmente, com o crescimento cada vez mais acelerado de inovações tecnológicas no campo das comunicações, estima-se que nenhum tipo conflito seria iniciado sem que houvesse algum tipo de troca ou captação de informações por meio do espectro eletromagnético. Daí a importância de se investir em pesquisas científico-tecnológicas que tornem o país capaz de reagir diante de qualquer ameaça estrangeira. “Trata-se de uma atividade contínua e sistemática, feita de forma que você levante informações sobre quais são os sistemas de comunicação que outros países utilizam”, explicou o comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), general Carlos Roberto Pinto de Souza.

Diante dessa realidade, o general destaca que é primordial que Marinha, Exército e Força Aérea atuem de forma integrada, tanto na edificação de estruturas físicas e aquisição de equipamentos, quanto na capacitação de pessoal para fortalecer a defesa do Brasil no setor.

“Pela grande diversidade de plataformas que são empregadas no campo de batalha de Guerra Eletrônica e pela grande diferença de eficácia de cada Força, a interoperabilidade é quesito fundamental”, afirmou. Além disso, o oficial acrescentou que não é fácil formar o profissional capacitado para atuar no setor. “Por ser uma área de alta especialização, atuamos no sentido de agrupar para formar uma equipe conjunta, com a qual se tem muito mais capacidade de desenvolver projetos complexos”, ressaltou.

O coronel Francisco Medved, da Subchefia de Inteligência de Defesa do Ministério da Defesa, destacou ainda os esforços para que a Base Industrial de Defesa (BID) desenvolva equipamentos modernos e seguros nesse universo. “Existem indústrias que estão trabalhando para desenvolver projetos de equipamentos que possuam tecnologia de Guerra Eletrônica. Isso é fundamental porque o país precisa estar apto a produzir equipamentos com tecnologia avançada para proteger as nossas estruturas”, afirmou.



Contribuição de Guerra Eletrônica no Sisfron

Um bom exemplo do emprego do conhecimento de Guerra Eletrônica em prol do país poderá ser observado na implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), projeto estratégico do Exército Brasileiro. Nesse sistema, os profissionais do setor, chamados de “guerreiros eletrônicos”, poderão contribuir com as ações das polícias estaduais e Rodoviária Federal.

“Dentro do Sisfron, a Guerra Eletrônica ajuda a verificar as comunicações que estão sendo usadas por organizações criminosas. Ao mapear todo o tipo de comunicação, você produz conhecimento que servirá de apoio para as operações das polícias em termos de Inteligência”, explicou o general Carlos Roberto.

O Sisfron tem como objetivo fortalecer a capacidade de ação do Exército na faixa de fronteira do país, uma área de 16.886 quilômetros de extensão.

Panorama Histórico

O conceito de Guerra Eletrônica teve seu início na Batalha Naval de Tsushima, durante a Guerra Russo-Japonesa, em 1905*, quando já era comum a comunicação via radiotelegrafia. Foi nessa batalha que, após seguir uma embarcação russa, um navio japonês começou a enviar mensagens de radio a seus superiores na tentativa de informá-los sobre a localização inimiga. Muitos navios russos conseguiram interceptar os sinais dessas mensagens, o que já caracterizou uma Medida de Apoio de Guerra Eletrônica (MAGE).

* Fonte: 30 Anos de Guerra Eletrônica no Exército Brasileiro/Centro de Instrução de Guerra Eletrônica (CIGE).

Fotos: Jorge Cardoso
Ministério da Defesa

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