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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Polônia quer mais cooperação com Brasil na área naval


Polônia quer mais cooperação com Brasil na área naval

O Brasil tem ousadas metas para as próximas décadas, principalmente em relação a navios petroleiros, barcos de apoio, plataformas fixas e navios-sonda para o pré-sal. E um país europeu está vivamente interessado em fornecer ao Brasil. Trata-se da Polônia, que voltou a ser plenamente democrática com o fim do comunismo e que ganhou novo impulso após adesão à União Européia, em 2004.

Em viagem à Polônia, empresários e jornalistas brasileiros puderam ver as possibilidades de fornecimento não só de navios, mas também de barcos de apoio e de equipamentos para comporem plataformas – e ainda de criação de subsidiárias por aqui, para atender ao conteúdo local. O secretário-executivo do Sindicato Nacional da Construção Naval (Sinaval), Sergio Leal, integrou a delegação e participou, como testemunha, de contratos em que os estaleiros Crist e Vistal, de Gdynia, cederam representação, no Brasil, para a empresa Trade Oleo & Gás, do brasileiro Nelson Aquino e da Drillship Solutions, formada no Brasil pelo polonês Andrzej Kawczynski. Também esteve presente Laudezir Carvalho de Azevedo, diretor da Iesa Óleo e Gás.

Os estaleiros Crist e Vistal são privados. O Crist, representado por Frank Utes, membro de seu conselho diretor, acaba de completar 300 projetos e fatura, por ano, 250 milhões de euros, tendo, inclusive, produzido plataformas móveis auto-elevatórias e ainda barcos de apoio tipo PSV. Crist tem o maior guindaste de pórtico de todo o Mar Báltico, com capacidade de processamento de aço de 100 mil toneladas anuais, e o Vistal não só produz navios como tem possibilidade de exportar peças e equipamentos.

No estaleiro Vistal, o vice-presidente do conselho de administração, Robert Ruszkowski, afirmou serem grandes as possibilidades de o estaleiro prover equipamentos ou barcos de apoio para participar do esforço brasileiro para aumento de produção de petróleo. Entre as empresas interessadas em negociar com o Brasil, estão a de projetos Seatech e a Eleship, de design ligado à área elétrica. O diretor da Seatech, Adam Slipy, revelou um subproduto positivo – para estaleiros – da tensão entre Rússia e Ucrânia: diante da crise no Báltico, a Polônia está revendo suas encomendas militares e abriu concorrência para compra de três submarinos, o que demandará aço, mão-de-obra e projetos.

A missão brasileira visitou a centenária empresa Towimor, localizada na cidade histórica de Torun, onde o presidente, Piotr Stypa, revelou intenção de cooperar com empresas brasileiras em fornecimento de guinchos e guindastes, estudando possibilidades de posterior montagem no Brasil. A Towimor abriu subsidiária na Coréia, para ampliar sua competitividade. A empresa fatura em torno de 55 milhões de euros por ano.

A Polônia deverá crescer dez vezes mais do que o Brasil este ano, com alta do PIB de 3,1%. A inflação é bem inferior à brasileira, de 1,7% ao ano. A limpeza nas ruas é fantástica, não há pichações nos prédios, e qualquer moça pode andar de madrugada sozinha e ainda tirar dinheiro de caixas eletrônicos. Terra de João Paulo II, o país é majoritariamente católico.

Supernavios preocupam

A Polônia tem um dos maiores institutos de alta tecnologia da Europa, o Centro de Tecnologia Marítima, conhecido pela sigla CTO. Com apoio da União Européia, o CTO conta com 160 empregados, entre os quais dez doutores e cinco doutorandos. Desde 2007, o CTO já fez 20 testes para o Brasil, inclusive de um navio de guerra para a Marinha.

Inquirido sobre os navios de 18 mil contêineres, do grupo Maersk, e notícias de que em breve virão navios de 20 mil unidades, disse o chefe de departamento Wojciech Gorski que as empresas de navegação querem operar com navios cada vez maiores, para reduzir custos, mas que ele não vê muita evolução nesse passo.

Declarou Gorski que o navio do futuro será o atual, com preocupações com melhores manobras, redução de consumo, atenção ao ambiente e redução de ruído para o fundo do mar – para não afetar o ambiente marinho.

“Os navios gigantes, ao chegar aos portos, geram tumulto e poluição, pois se torna necessário verdadeiro mutirão de caminhões para levar suas cargas ao destino, o que amplia a geração de gás carbônico. A nosso ver, a adoção de navios cada vez maiores deveria ser reconsiderada”, disse Gorski.

KC-390

Há muito otimismo com o KC-390, avião militar que a Embraer apresenta nesta terça-feira, em São Paulo. O governo brasileiro fará as primeiras 28 encomendas, para viabilizar a operação, além de haver liberado verba para o desenvolvimento tecnológico.

Uma fonte do setor revela que há boa receptividade na área privada. Acredita-se que chegue a 450 o total de pré-encomendas do novo avião da Embraer, feitas por empresários nacionais e estrangeiros. A pré-encomenda não é algo garantido, mas denota simpatia de possíveis compradores ante o empreendimento.

Em uma década, deverão ser produzidas 100 unidades desse jato, o maior avião já construído no Brasil. Substituto do velho norte-americano Hercules C-130, o KC-390 pode levar 23 toneladas de carga e tem autonomia para ir, sem escalas, de Brasília a qualquer capital brasileira.


Monitor Mercantil

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