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sábado, 22 de novembro de 2014

Brasil espera uma proposta da Suécia para empréstimo de caças Gripen para uso da FAB


Suécia teria oferecido ao Brasil empréstimo ou aluguel de caças suecos enquanto os comprados não chegam; entregas só começam em 2019

Sheila Faria, Enviada Especial à Suécia

O Brasil espera uma proposta por parte do Ministério da Defesa da Suécia sobre a negociação de um empréstimo de aviões Gripen, fabricados pela empresa sueca Saab, durante o período de desenvolvimento da nova versão NG.

O Brasil comprou 36 caças Gripen NG, que ainda vão ser desenvolvidos em contrato que inclui a parceria do Brasil na produção das aeronaves. Os primeiros caças só começam a ser entregues em 2019. “Estamos na fase de negociação bilateral. A fase é de espera de uma proposta pela Suécia para definir o assunto”, afirmou na Suécia o tenente-brigadeiro Ricardo Machado Vieira, chefe do Estado Maior das Forças Armadas do Brasil. “Essa é uma questão que não está prevista em contrato”, afirmou o brigadeiro.

Olimpíada. A expectativa do Brasil é ter aeronaves Gripen já no primeiro trimestre de 2016. O objetivo seria usar o caça supersônico na proteção do espaço aéreo brasileiro durante as Olimpíadas que serão realizadas no Rio de Janeiro. Uma das vantagens do Gripen para esse tipo de missão é a facilidade de pouso em vários locais, inclusive estradas.

No primeiro trimestre deste ano, o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Aeronáutica, disse que a Suécia estaria disposta a ceder 10 caças Gripen para o Brasil a partir de 2016. Além do envio dos aviões, haveria treinamento de pilotos, equipes de solo e apoio logísticos para as aeronaves aqui. O Ministério da Defesa da Suécia desconversa. Em entrevista em Estocolmo, o ministro Peter Hultqvist evitou detalhar o assunto. “O Brasil é muito importante para a Suécia. 


Mais de 200 empresas suecas estão no Brasil e agora temos uma parceria de mais de 30 anos daqui para frente com o avião Gripen, que vai trazer empregos, tecnologia e recursos para os dois países”, disse. Segundo o ministro, a questão dos aviões que seriam cedidos ou alugados para o Brasil está em análise por uma agência governamental, “que está otimista com relação ao assunto”, afirmou Hultqvist.

Estoque. A chamada “solução intermediária” do contrato do Gripen - empréstimo ou aluguel de caças enquanto a produção acontece - está restrita à negociação entre os dois países. Os 10 caças oferecidos no início do ano teriam que sair da Força Aérea da Suécia, que confirmou encomenda de 70 Gripen NG da fabricante Saab.


“A Suécia e o Brasil terão juntos um trabalho de cooperação governo-governo. A Força Aérea da Suécia está muito animada com essa parceria”, disse o general Micael Byden, comandante das Forças Armadas da Suécia. Ainda sem nenhuma luz no fim do túnel sobre a solução intermediária, a Saab se mantém fora da negociação. “Não temos Gripen no estoque”, disse em Estocolmo Häkan Buskle, presidente e CEO da Saab. “O contrato dos caças Gripen e a parceria com o Brasil é muito importante para nós. O envio de aviões para o Brasil é tema de uma negociação intensa entre os dois governos”, disse Buskle.

Compras. O Brasil pode ter um trunfo extra para facilitar a negociação de caças. Estudo da Aeronáutica aponta que o Brasil poderá comprar mais 108 caças. A nova encomenda incluiria a versão naval do avião, o Sea Gripen, ainda não produzido pela Saab.
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Saab estima um mercado de 5.000 caças em 20 anos

Para a Saab, a parceria com a Embraer por meio do contrato de compra dos 36 caças Gripen NG representa a possibilidade de conquistar novos mercados, onde a Suécia teria dificuldade para chegar sozinha. Segundo a Saab, a cooperação entre as duas empresas vai resultar em oportunidades de exportação para ambas as companhias.

Mercado. A Saab prevê para os próximos 20 anos mercado de 5.000 caças supersônicos. Desse total, Saab e Embraer têm condições de disputar 3.000 unidades no mercado mundial.
A Embraer não comenta esses números. A empresa só deve se pronunciar sobre o assunto após a assinatura do contrato que vai detalhar a parceria. A previsão é assinar o documento em março.


“A Embraer e a Saab possuem uma longa tradição no mercado de defesa e agora irão trabalhar em conjunto para entregar soluções competitivas e de alta qualidade à Força Aérea Brasileira e aos clientes do Gripen NG”, disse em nota Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Caça é considerado de 6ª geração

Quando receber o Gripen NG, em 2019, o Brasil vai operar um avião considerado top, indicado por especialistas internacionais como o primeiro caça de 6ª geração. No Brasil, o Gripen é classificado como intermediário entre a 4ª e a 5ª geração. Quanto mais moderno e com mais capacidade de não ser detectado por radar, maior é a geração do caça.

Brasil vai ajudar vendas na América

O uso do Gripen NG pela FAB pode alavancar vendas imediatas do caça sueco na América do Sul, na opinião Jan Germundsson, vice-presidente de Parcerias Industriais da Saab. Ele cita como exemplo o interesse que a Argentina já teria manifestado pela compra do avião. As vendas, segundo Germund-sson, seriam negociadas pela Saab e Embraer.


O Vale

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