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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Embora Suíça procura desmentir a possível venda de F-5 para Uruguai, contatos oficiais foram realmente mantidos

O Conselho Nacional Suíço decidiu, por enquanto, suspender o descomissionamento já programado, de diversos matérias  militares (especialmente  caças F-5, bem como carros de combate Leopard e obuseiros autopropulsados M109), impulsando uma futura decisão  a respeito por parte do  Parlamento do país. Também foram - ao menos tentativamente... - negadas notícias veiculadas na mídia sobre vendas de aeronaves do inventário atual de 54 caças F-5 a outros países, entre eles o Uruguai.

O Parlamento Suíço deverá agora seguir novos caminhos legais para decidir sobre o assunto, como esperar que entre em vigor a revisão do ato sobre armamentos (LAAM), focada no desenvolvimento das Forças Armadas, aplicando a moção relativa ao descomissionamento de propriedade militar. Assim, uma nova mensagem sobre a retirada de serviço dos F-5 deverá ser enviada ao Parlamento. Enquanto a decisão final não for tomada, os 54 caças ainda dentro do inventário suíço continuarão a ser operados, e, conseqüentemente devem receber a devida manutenção.


Este comunicado também afirmou que artigos em jornais, noticiando que alguns dos jatos já estariam vendidos seriam falsos e sem fundamento. Segundo o Departamento de Defesa da Suíça, nenhum F-5 suíço foi vendido ao Uruguai e- o aspecto mais polêmico... - "não haveria negociações em andamento a esse respeito".

Eventuais vendas de caças F-5 são responsabilidade da Armasuisse (órgão do governo responsável por aquisições militares e assuntos afins), mas esta dependência não pode realizar negócios do tipo antes da aprovação parlamentar sobre a baixa do equipamento.

Na verdade, segundo todo indica a realidade interna suíça teria condicionado estas tratativas, pois o vice-ministro da Defesa uruguaio, Jorge Menéndez, positivamente negociou (ao menos, preliminarmente) – meses atrás- esta operação na Suíça, assim como técnicos e oficiais uruguaios examinaram 10 F-5 neste país, segundo informou o mesmo funcionário ao Parlamento do Uruguai, avaliando nesta oportunidade o que estava começando a ser negociado como “uma oportunidade imperdível”, significando a mesma, modernizar as dez aeronaves na RUAG, por US $ 10 milhões cada uma, declarações subscritas pelo Comandante-em-chefe da FAU, tempo atrás, na imprensa uruguaia. Além disso, técnicos suíços Base visitaram a Base Aérea II (Durazno) sede operacional da aviação de combate, no início deste ano, avaliando as instalações de manutenção necessárias para receber este modelo.

Desconhece-se se a vitória dos setores radicais dentro do oficialismo no primeiro turno das recentes eleições uruguaias poderia ter alguma influência sobre essa decisão ou não, especialmente no caso de aviões originalmente fabricados nos Estados Unidos. Pelo momento, a FAU, em público, tem se limitado a referir todas as possíveis declarações sobre o assunto às que formularam as autoridades do Ministério da Defesa no Uruguai. 

( Defensa.com Javier Bonilla )

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