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sábado, 22 de novembro de 2014

Estado pede de novo que Exército continue na Maré

 Apesar da presença do Exército, facções rivais ainda disputam território Foto: Carlos Moraes / Arquivo / Agência O Dia

Prazo para permanência dos militares no conjunto de favelas acaba 31 de dezembro
VANIA CUNHA

 Rio - Pela terceira vez, o governo do Rio pediu ao Executivo federal a prorrogação da permanência das tropas do Exército no Complexo da Maré. A nova solicitação foi feita semana passada pelo governador Luiz Fernando Pezão, já que o prazo estabelecido para que a Força de Pacificação fique no conjunto de favelas expira em 31 de dezembro. Quinta-feira à noite, outra pessoa morreu na favela, onde ainda há constantes tiroteios com a resistência de bandidos pelo controle da venda de drogas. Segundo fontes ligadas ao governo do estado, Pezão pretende adiar a saída do Exército até junho. No dia 5 de abril, a ocupação da Maré vai completar um ano.

O primeiro pedido de socorro ao governo federal feito pelo então governador Sérgio Cabral, em março, se justificava pela proximidade da Copa do Mundo. A Polícia Militar não tinha na época efetivo suficiente para ocupar a Maré, que fica na rota de passagem das delegações entre vários hotéis e o aeroporto internacional.

No entanto, quase um ano depois da intervenção federal sob regime de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), a prorrogação do prazo de permanência da Força de Pacificação se dará com a mesma justificativa: apesar das formaturas de novos soldados, ainda não há efetivo suficiente para a substituição do Exército e instalação das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) na região.

Pelo plano da Secretaria de Segurança Pública, serão quatro sedes com 1.500 policiais. Apesar da presença dos quase dois mil homens do Exército, Fuzileiros Navais e PMs que apoiam a Força de Pacificação, os moradores ainda vivem sob clima de medo causado pela disputa do território entre facções rivais e da ousadia dos criminosos que não aceitam a presença dos militares.

Por volta das 19h40 de quinta-feira, um homem não identificado morreu ao dar entrada no Hospital Estadual Getulio Vargas, na Penha, depois de ser socorrido por soldados da Força de Pacificação. Segundo militares do Exército, moradores da região conhecida como Faixa de Gaza, entre as favelas da Nova Holanda e Maré, acionaram uma patrulha que passava pelo local para socorrer a vítima, que foi alvo de vários tiros. O caso foi registrado na 21ª DP (Bonsucesso) e a Divisão de Homicídios (DH) da Capital vai investigar o crime.

PMs feridos no Alemão

Em outro complexo ocupado por forças de segurança, o Alemão, a noite de quinta-feira também foi de tiroteio. Três PMs ficaram feridos, dois deles baleados, em confrontos com bandidos da Fazendinha e Areal. O soldado Wander Vinícius dos Santos, de 22 anos, da UPP Nova Brasília, foi baleado na perna e o disparo atingiu a veia femoral. Ele foi operado no Hospital Getúlio Vargas.

O PM Pedro Gomes da Silva, 32, deslocou o ombro ao se jogar ao chão para escapar dos tiros. Uma patrulha da UPP foi atingida por tiro. Na tarde de quinta-feira, um PM do Batalhão de Choque foi baleado no braço em outra troca de tiros com bandidos na localidade do Areal.

Jornalistas são alvos de tiros na Rocinha

Uma equipe de reportagem do jornal ‘O Globo’ foi recebida a tiros nesta sexta-feira de manhã na Rocinha, em São Conrado. Os jornalistas chegavam ao local para fazer matéria sobre desapropriações provocadas pelo alargamento de uma via na comunidade, parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).

No momento do tiroteio, por volta das 9h, a associação de moradores fechou as portas, e a equipe se refugiou em uma loja. Poucos minutos depois, um homem chegou ao local e ordenou que os repórteres deixassem o local.

Em nota, a Coordenadoria das UPPs informou que no mesmo horário do incidente com os jornalistas houve troca de tiros entre policiais e traficantes na localidade da Cachopa. Os criminosos conseguiram fugir e uma granada foi apreendida. O caso foi registrado na 11ª DP (Rocinha). Sobre o caso com os repórteres , a CPP se limitou a dizer que ‘a pacificação é um processo’.

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