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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

ONU marca Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas

A fotógrafo Farzana Wahidy cobrindo evento de empoderamento das mulheres em Mazar-i-Sharif, no norte do Afeganistão. Foto: UNAMA/Fardin Waezi
Mais de 700 jornalistas foram mortos simplesmente por fazer o seu trabalho. E o pior: a cada dez casos de violência contra os profissionais de mídia, nove permanecem impunes.

Uma imprensa livre e aberta é parte integrante da base da democracia e do desenvolvimento. No entanto, nos últimos dez anos, mais de 700 jornalistas foram mortos simplesmente por fazer o seu trabalho. E o pior: a cada dez casos de violência contra os profissionais de mídia, nove permanecem impunes.

É por isso que, entre outras ações práticas, a ONU declarou 2 de novembro como o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas. As Nações Unidas também criaram um plano de ação, que já está sendo discutido e implementado em diversos países – incluindo no Brasil.

“Nenhum jornalista, em nenhum lugar, deve ter de arriscar a vida para divulgar informações. Juntos, defendamos os jornalistas e lutemos por justiça”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para a data.

No final de novembro, informações detalhadas de investigações sobre o assassinato de jornalistas serão divulgadas pela diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, quando ela apresentará o 4º Relatório sobre a Segurança de Jornalistas e o Risco da Impunidade para o Conselho Intergovernamental do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (IPDC), nos dias 20 e 21 de novembro, em Paris.

Confira neste vídeo a mensagem de Ban Ki-moon e saiba mais sobre o tema – incluindo o plano de ação da ONU na íntegra, em português – neste site especial da UNESCO e do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) de sobre o tema: www.segurancadejornalistas.org

Saiba mais sobre a data em www.un.org/en/events/journalists

Já a chefe da UNESCO alertou que, em média, um jornalista é morto por semana e, enquanto fatalidades incluem correspondentes estrangeiros, a grande maioria das vítimas são locais, cobrindo histórias locais, vivendo em um ambiente de impunidade. “Isso permite que os criminosos continuem os ataques sem restrição, minando ainda mais o fluxo livre de informações. A impunidade é venenosa – e leva à autocensura por medo de represálias –, privando ainda mais a sociedade de fontes significativas de informação”, disse Bokova.

Respeito ao jornalismo

Por sua vez, o relator especial da ONU para a Promoção e Proteção da Liberdade de Opinião e Expressão, David Kayne, solicitou aos governos que tomem medidas para prevenir os ataques contra jornalistas e que levem à justiça aqueles que cometem estes atos.

No primeiro Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes contra Jornalistas, o especialista lembrou que a responsabilização e a cultura do respeito pela transparência e o jornalismo são elementos críticos para reduzir o ataque contra esses profissionais.

“Os dados mostram que estamos no meio de uma crise muito grave. Não são ataques isolados; dezenas de jornalistas foram mortos e centenas presos ou ameaçados nos últimos anos. No entanto, os perpetradores quase nunca são condenados”, disse Kayne.

Só em 2014 ao menos 40 jornalistas foram mortos no exercício de suas funções, segundo o Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ). A maioria dessas fatalidades aconteceu de forma deliberada, em conexão com denúncias dos profissionais de casos de crimes ou corrupção.

A Assembleia Geral da ONU também instou seus membros a monitorar e informar sobre ataques a jornalistas e assegurar que os representantes governamentais – incluindo agentes da lei e segurança – entendam o papel crítico dos jornalistas no acesso a informação e condenem publicamente estes ataques.

Para o relator, se estes atos de violência contra os jornalistas persistirem, as vítimas não serão apenas os jornalistas, mas “sociedades como um todo que poderão ficar privadas de informação crítica”.


UNO

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