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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Pilotos brasileiros chegam à Suécia para aprender a voar no Gripen


O Brasil mandou para a Suécia os dois primeiros pilotos da Aeronáutica que irão aprender a voar no Gripen, escolhido como a nova aeronave de combate brasileira. Os capitães Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Principe Santos Fôrneas chegaram à cidade de Gotemburgo no domingo (2) e começaram nesta segunda-feira o treinamento militar para aprender a pilotar o Gripen C, uma versão anterior ao Gripen NG, comprado pelo Brasil.

O curso ocorre na base da aeronáutica sueca Skaraborg, conhecida como F7 Wing, onde todos os pilotos que comandam caças Gripen pelo mundo começam o treinamento. Inicialmente eles passam por simuladores e depois passam para a prática nas aeronaves. Os pilotos brasileiros farão um curso de 166 dias e depois retornam ao Brasil para atuar na preparação da Aeronáutica para receber o avião.

O Brasil comprou 36 caças Gripen NG, que só chegarão a partir de 2019, com data final de entrega em 2025, por US$ 5,4 bilhões (R$ 13,4 bilhões). Forneas é piloto de caça F-5  no Rio Grande do Sul, enquanto que Pascotto pilotava o caça Mirage em Anápolis, em Goiás. O Mirage foi aposentado pela FAB (Força Aérea Brasileira) em dezembro de 2013.

Os dois pilotos também poderão ser os primeiros a pilotar o Gripen no Brasil. Isso porque a Aeronáutica ainda negocia com o governo da Suécia o aluguel de 8 unidades do Gripen C (de um lugar) e do Gripen D (de dois lugares, que poderiam chegar em 2016, a tempo das Olimpiadas do Rio. Estes aviões preencheriam as necessidades de proteção do país até a entrega final dos Gripen NG, que só deve ocorrer em 2025.

Detalhes do contrato
O anúncio da assinatura do contrato entre Saab e governo brasileiro foi feito no último dia 27 de outubro. Foi assinado um contrato de cooperação industrial, que incluirá transferências de tecnologia à indústria brasileira nos próximos 10 anos.

O contrato inclui 28 aviões de apenas um assento e oito aeronaves de duas posições, para treinamento. Segundo a Aeronáutica, o contrato foi assinado no dia 24 de outubro, em Brasília, e envolve o treinamento de pilotos e mecânicos na Suécia.

O preço assinalado no contrato final é superior ao previsto em dezembro de 2013, quando o governo brasileiro escolheu o modelo sueco em uma disputa denominada "FX-2". Na época, a proposta apresentada pela Saab era considerada a mais barata entre as concorrentes e estava em US$ 4,5 bilhões. A entrega inicial prevista também era estipulada para 2018.

A Aeronáutica diz que o valor reajustado ocorre devido a novos parâmetros exigidos pelo Brasil e que o preço inicial era apenas uma previsão.


A disputa do "FX-2" incluía o caça Rafale da empresa francesa Dassault e o F/A-18 Super Hornet americano. Segundo a Aeronáutica, a assinatura do contrato, assinado na sexta-feira, antes do 2º turno das eleições presidenciais, só foi divulgado no último dia 27 devido à publicação do acordo no Diário Oficial da União.

"Estamos orgulhosos de estar ao lado do Brasil dentro deste programa tão importante", afirmou o presidente da Saab, Marcus Wallenberg.

O Brasil será, ao lado da Suécia, o primeiro país a utilizar a nova geração dos caças Gripen. O contrato deve entrar em vigor no primeiro semestre de 2015.

Atualmente, o Gripen é utilizado pela Aeronáutica da Suécia, República Tcheca, Hungria, África do Sul e Tailândia. A aeronave pode chegar a até duas vezes a velocidade do som e é caracterizada por ser multimissão (com poder de ataque e defesa, podendo atingir alvos em terra e no ar, e também de reconhecimento)

Brasil opera apenas F-5
As 36 aeronaves serão usadas para defesa aérea, policiamento do espaço aéreo, ataque e reconhecimento. A primeira unidade aérea a receber o novo modelo deverá ser o 1° Grupo de Defesa Aérea, com sede em Anápolis (GO), informou a FAB.


A unidade, que atua na defesa do Planalto, está sem aeronaves desde dezembro de 2013, quando foram aposentados os caças Mirage 2000. Atualmente, é usada apenas para proteção das fronteiras os jatos F-5, que foram modernizados e são menos potentes que o Mirage.

AFP

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