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domingo, 11 de janeiro de 2015

Lay-off pode atingir até 1.000 funcionários na Avibras


Informação foi divulgada ontem pela direção da Avibras; Sindicato dos Metalúrgicos já se posicionou contra a medida

São José Dos Campos

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos informou ontem que a Avibras Indústria Aeroespacial, sediada em Jacareí, planeja suspender temporariamente o contrato de 800 a 1.000 empregados, no regime denominado lay-off.

A empresa emprega cerca de 1.500 pessoas.

O lay-off permite afastamento até por período de cinco meses. Nesse período, trabalhador tem que frequentar curso de qualificação.

O salário é pago em parte pelo governo federal, por meio do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e parte pelo empregador.

O sindicato, no entanto, já se posicionou contra o lay-off na empresa.

“O lay-off não resolve os problemas dos trabalhadores. Vamos debater essa proposta com os metalúrgicos da Avibras e continuar mobilizados para garantir nossos direitos. Nossa defesa é pela estatização”, afirmou o diretor do sindicato Elias Osses.

Reunião. Na próxima semana, sindicato e Avibras vão se reunir para tratar da questão.

Ontem, representantes do sindicato se encontraram com o prefeito de São José, Carlinhos Almeida (PT), no Paço.

De acordo com a assessoria do prefeito, Carlinhos se colocou à disposição dos representantes do sindicato para ajudar na questão que envolve a manutenção dos empregos gerados pela empresa Avibras.


“O governo vai elaborar um ofício, que será encaminhado ao Ministério da Defesa, Casa Civil, Ministério do Trabalho e Banco do Brasil, solicitando que os mesmos recebam a diretoria da entidade sindical, em Brasília”, informou em nota a assessoria do prefeito.

Empresa. A Avibras esclareceu ontem em nota que o atraso no pagamento dos salários de dezembro, do 13º salário e da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de seus 1.500 colaboradores deve-se “aos entraves burocráticos com instituições financeiras, que são parceiras importantes e de longa data da empresa, como o Banco do Brasil e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos – Agência Brasileira de Inovação).

Segundo a empresa a retenção de R$ 11,7 milhões da conta da Avibras, por parte do Banco do Brasil no final de dezembro, impediu a companhia de pagar os salários como também os fornecedores.

Os recursos retidos, provenientes de exportações, estavam destinados, exclusivamente, para este fim.

A Avibras confirmou que pretende adotar o lay-off como medida para redução de custos até que a empresa consiga equacionar suas pendências financeiras, “evitando assim a necessidade de demissões e garantindo uma rápida retomada das atividades”.


O Vale

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