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terça-feira, 24 de março de 2015

Brasil sedia encontro de prevenção a ameaças químicas


Rio de Janeiro, 23/03/2015 – Capacitar profissionais com elementos teóricos e práticos para que eles estejam aptos a identificar e prevenir ameaças provocadas por agentes químicos. Esse é o objetivo do Sexto Curso Básico de Assistência e Proteção em Resposta a Emergências Químicas para Estados Partes da América Latina e Caribe, iniciado nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. A capacitação, que segue até o próximo dia 27, é destinada a representantes civis e militares do Brasil e de mais 16 nações integrantes da Convenção para Proibição de Armas Químicas (CPAQ).

No primeiro dia de atividades, o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Industrial do Ministério da Defesa (MD), general Aderico Visconte Pardi Mattioli, destacou que o Brasil está pronto para cooperar com outros países, compartilhando seu conhecimento nesse setor. “Queremos abrir portas e janelas, firmar contatos”, completou.

Também sobre essa troca de experiências, o secretário executivo da Autoridade Nacional Brasileira, Sérgio Antônio Frazão Araujo, reafirmou o compromisso do país em “cooperar tecnicamente com o Grupo de Países da América Latina e do Caribe (GRULAC), no sentido de criar e implementar legislação específica”. O secretário afirmou ainda que a iniciativa do curso também “fortalece a inserção do Governo nos esforços para a integração regional”.

A importância da cooperação, especialmente aquelas firmadas com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), também foi destaque na fala do comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais, almirante Fernando Antonio de Siqueira RIbeiro. “A possibilidade de abertura com a CPLP é uma expansão. Mostra a projeção natural do nosso país no entorno estratégico”, disse.

A OPAQ

Para o conselheiro do Ministério das Relações Exteriores, Guilherme Frazão Conduru, com a chegada de grandes eventos esportivos no Brasil, planejar e organizar ações nesse sentido são desafios. “A realização desse curso mostra a importância que a OPAQ tem para o país”, disse ele se referindo a Organização para Proibição de Armas Químicas, instituição que foi vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 2013.

O oficial superior de Assistência e Proteção da OPAQ, Justo Quintero Mendez, explicou as atribuições de sua instituição, destacando que a OPAQ não faz parte do sistema Organização das Nações Unidas (ONU) e trabalha de forma independente.

“A OPAQ tem o objetivo de alcançar os propósitos da CPAQ”, falou. E afirmou, ainda: “A Convenção não proíbe o uso de armas químicas para as áreas industrial, agrícola e farmacêutica, por exemplo. Mas proíbe o uso mal intencionado”, destacou.

Ministério da Defesa
Por Marina Rocha
Foto: Felipe Barra

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