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domingo, 15 de março de 2015

Exército europeu não seria mais eficaz que NATO, diz analista.


Existe uma cláusula de defesa mútua no Tratado de Lisboa, mas a ideia de criar uma espécie de forças armadas comuns da União Europeia (UE) tem sido muito polêmica ao longo de décadas.

Por causa da atual crise russo-ucraniana, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, reabriu o debate ao defender a criação de um exército europeu, numa entrevista publicada, domingo, no semanário alemão ‘Welt am Sonntag’.

Consultado pela euronews, o analista do Instituto Francês de Relações Internacionais,Vivien Pertusot, disse que “os 28 países não partilham a mesma análise relativamente às ameaças e à forma como se lhes deve responder”.

“Logo, a ideia de Jean-Claude Juncker de ter um exército europeu para, assim, poder criar uma efetiva política de segurança e defesa é algo funcionalista. Isto é, em vez de resolver um problema, tenta impôr uma solução para tentar resolver o problema”, acrescentou.

Juncker diz que é um instrumento para conseguir que a UE seja mais respeitada, mas sem representar uma concorrência para a NATO; até porque apenas 22 dos 28 Estados-membros fazem parte desse aliança.

Vivien Pertusot referiu que “honestamente, questiono em que é que seria mais dissuasor do que o artigo da NATO sobre defesa mútua que temos em vigor. Não seria mais dissuasivo porque, provavelmente, seria mais caótico em termos de tomada de decisão e de organização. Seria extremamente complicado”.

Prova disso é que, apesar de haver batalhões de reação rápida da UE para enfrentar crises, nunca foram usados. Na crise do Mali, em 2013, por exemplo, a França acabou por avançar sozinha.

Euronews Tradução e Adaptação do Texto: Ricardo Pereira.

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