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quinta-feira, 12 de março de 2015

'Fuzil é o inimigo número 1 do combate ao crime no RJ', diz Beltrame


Secretário considera arma, de grande letalidade, pior do que a droga. Nesta segunda, foi anunciado grupo de combate ao tráfico de armas.

Cristina Boeckel Do G1 Rio

O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou na tarde desta terça-feira (10) considera que o fuzil é o “inimigo número 1” do combate ao crime no Rio. A declaração foi dada em debate com empresários no auditório da Firjan, no Centro, um dia após o anúncio da criação de um grupo especial contra o tráfico de armas.

"O fuzil é o inimigo número 1 no combate ao crime no Rio de Janeiro. Não é a droga. O alcance da letalidade de uma arma como essa é de dois quilômetros. E ter um fuzil na mão de uma pessoa despreparada é uma temeridade", disse.

O chefe da Polícia Civil, delegado Fernando Veloso, também presente no evento, disse que a maioria dos fuzis que estão nas favelas cariocas vêm dos Estados Unidos. "Sabemos que 47% dos fuzis que recebemos são de origem americana. E, nos EUA, o cidadão pode vender um fuzil e não é obrigado a informar isso."

Veloso contou também que a rota de chegada das armas às favelas cariocas passam pela fronteira. "Esses fuzis são vendidos para outros países, na maior parte das vezes para o Paraguai. Aí ele é vendido para alguém e surge no Rio. Um dos objetivos é traçar esta rota."

Beltrame reclamou da dificuldade de obter informações sobre os fuzis.

"Nós consultamos os fabricantes e não recebemos as informações de compra. E, quando elas vêm, é só seis meses depois. Nós não podemos esperar. A maior parte das apreensões foi em áreas que não estão pacificadas, como o Morro do Juramento, o Chapadão, a Baixada Fluminense e São Gonçalo. Essas armas estão indo para áreas onde ainda queremos chegar. Das armas que apreendemos na ocupação do Alemão, por exemplo, não temos a resposta da origem de nem 10% delas", disse.

Também participam do evento o chefe de Polícia Civil, Fernando Veloso, a deputada federal e delegada Martha Rocha, o general Enzo Martins Bichara, ex-comandante do Exército, e o delegado Anderson Bichara, coordenador de planejamento da Secretaria Nacional de Segurança para Grandes Eventos. A discussão foi mediada pelo empresário Carlos Erane de Aguiar.

Crimes de menores

Beltrame comentou também o combate às infrações cometidas por menores. Segundo ele, não se pode pensar apenas no conceito de polícia.

"A segurança pública não pode se limitar à polícia. Isso é uma miopia. A polícia é só um elo desta corrente. O legislativo, o Ministério Público, o sistema carcerário também precisam atuar. Estes segmentos tinham que caminhar juntos."

O secretário citou como exemplo de maior necessidade desta parceria a apreensão de dois menores, com idades de 6 e 12 anos, por terem roubado um cordão de ouro no Centro. "As pessoas se prenderam a foto das crianças, que realmente não deveria ter sido tirada. Ninguém perguntou se ele estava estudando. Onde estava a família?"

O secretário também citou números de apreensão de menores do último feriado prolongado de Zumbi dos Palmares, em novembro do ano passado. "Em quatro dias, foram apreendidos 120 menores. Destes, apenas cinco pais foram buscar os filhos."

Milícias

Sobre o combate às milícias, José Mariano Beltrame afirmou que a secretária planeja novas ações para acabar com a atuação destes grupos na região de Campo Grande, na Zona Oeste, mas preferiu não especificar quais seriam estas iniciativas.

Questionado pelo ex-ministro das Cidades, Márcio Fortes, sobre a ocupação irregular de casas dos condomínios do "Minha Casa, Minha Vida", o secretário disse que pretende ampliar o tipo de ação que foi apoiado pela polícia na região de Vila Cosmos. "Nós vamos de casa em casa e pediremos os títulos de propriedade. Quem não tem, precisa sair."

Crise econômica deve piorar panorama

Beltrame espera que o panorama do país não deve melhorar e que a crise econômica agravará o problema. "Com a crise que se avizinha, isso vai se refletir nas ruas."



Um comentário:

  1. Estão certo combater , verificar sobre as vendas dos fuzis , além do que devia , nem sei se a uma lei para apresentação , fiscalização dessas armas pesadas serem entregue antas deste prazo , se existe deve ser acionada, sobre oas pais acho que a violencia no castigo não muda mais umas palmadas, colocar numa cadeira , explicar o por que de ela estar ali mesmo pequena faz ela ver que ela agiu errado, outra um dos pais tirar a razão do outro mesmo ficando com dó , dar bons exemplos em casa, se tem que estar na escolas , não estão acionar o conselho tutelar.

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