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quinta-feira, 26 de março de 2015

Ministro da Defesa visita Iperó para conhecer projeto de reator nuclear

Ministro da Defesa visitou o Centro Experimental da Marinha, em Iperó (Foto: Jomar Bellini/G1)

"Alma" dos submarinos nucleares está no interior de SP, diz Jaques Wagner. Ministro conheceu a estrutura do Centro Experimental da Marinha.

Jomar Bellini Do G1 Sorocaba E Jundiaí

O ministro da Defesa Jaques Wagner visitou o Centro Experimental de Aramar nesta quarta-feira (25), em Iperó (SP). Esta foi a primeira visita do ministro na base do Programa Nuclear da Marinha na cidade, que abriga um centro de estudos e produção de um reator nuclear com enriquecimento de urânio.

Aramar faz parte do projeto para a produção de submarinos a propulsão nuclear nacionais. De acordo com o ministro, o país já domina o enriquecimento de urânio. Agora, em Iperó, são feitas pesquisas e estudos que vão permitir a produção de combustível nuclear em escala industrial no país. “As carcaças são produzidas em Itaguaí (RJ) em parceria com franceses, mas a "alma"do submarino, que é a propulsão nuclear, está aqui em Iperó. São dois projetos que se somam.”

Wagner faz visitas para conhecer pontos considerados importantes para a estratégia de defesa nacional do Governo Federal. Após uma palestra fechada com representantes do centro para detalhar os atuais projetos, ele conheceu a estrutura do local. “É uma luta com mais de 30 anos, motivo de orgulho para os brasileiros”, comentou o ministro ao afirmar que saiu “super empolgado” de Iperó.

O ministro da Defesa afirmou que, apesar de o Brasil não ser um país que recebe ameaças de guerra, é preciso estar preparado. “As pessoas não tem dimensão do que significa pensar na paz. Se você quer a paz, é preciso pensar na guerra. O foco é defesa, mas a preparação de mão de obra transborda para a indústria, que também será beneficiada com a produção nacional. Nós entramos em um clube restrito de pelo menos sete países que dominam todo o ciclo nuclear”, declarou.

Aramar
O diretor de Aramar, o contra-almirante Andre Luis Ferreira Marques, explicou que a cidade de Iperó foi escolhida pela proximidade com os polos industriais de São Paulo e Sorocaba, além da existência de uma linha de energia direta com a usina de Itaipu (necessária para a segurança do reator nuclear), o que também leva em conta questões de segurança e proteção ambiental.

De acordo com Marques, R$ 3,5 bilhões já foram investidos no centro de pesquisa desde a sua criação – há 30 anos – nos projetos de domínio do ciclo do combustível nuclear e construção do Laboratório de Geração Núcleoelétrica (Labgene). “Mais R$ 500 mil serão usados para terminar as atividades até 2017 e iniciar o funcionamento do Labgene em 2018”, ressalta.
 

'Iperó produz a alma dos nossos submarinos nucleares', diz ministro (Foto: Jomar Bellini / G1)
Além do centro de pesquisa, Aramar também possui programas para a produção de energia, como a criação de carros elétricos. “Também vamos construir um reator multipropósito para a produção de radiofarmacos, para o Ministério da Saúde”, concluiu Marques.

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