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quarta-feira, 25 de março de 2015

Rebeldes tomam base aérea no sul do Iêmen


Milícias houthis estão a poucos quilômetros de Aden, refúgio do presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi. Apoiadores negam que ele tenha deixado a cidade.

 Os milicianos xiitas houthis, aliados a militares fiéis ao antigo presidente do Iêmen Ali Abdallah Saleh, tomaram nesta quarta-feira (25/03) uma importante base militar perto de Aden, apertando o cerco à essa cidade portuária no sul do país que serve de refúgio ao presidente Abd Rabbuh Mansur al-Hadi.

A conquista da base militar de Al-Anad, onde militares americanos estiveram estacionados até a semana passada, permitiu às forças contrárias ao governo avançar até a periferia de Al-Huta, principal cidade da província de Lahej, a 30 quilômetros de Aden, disse um militar à agência de notícias AFP.

"Os houthis tomaram a base aérea de Al-Anad após confrontos com as forças que apoiam o presidente", acrescentou o militar. Em seguida, as milícias avançaram para o sul e encontravam-se a cerca de três quilômetros de Al-Huta, onde houve confrontos com tropas leais a Al-Hadi, disse outro militar.

Dois altos membros do governo do Iêmen chamaram de falsos os relatos de que Hadi teria deixado Aden por causa do avanço das milícias xiitas houthi em direção à cidade, que provisoriamente abriga as instalações do governo. A capital, Sanaa, foi totalmente tomada pelos rebeldes no início deste ano.

Integrantes do governo citados pela agência de notícias AP disseram que Hadi teria deixado o palácio e ido para um "local seguro" diante da aproximação dos combatentes houthis.

Funcionários do setor público foram instruídos a voltar para suas casas e alguns moradores de Aden, que concentra muitos apoiadores do presidente, já começaram a se armar, segundo testemunhas. O aeroporto da cidade foi fechado, e todos os voos, cancelados.

Desde a última quinta-feira, os confrontos no Iêmen se intensificaram, com os houthis avançando em direção ao sul sobre tropas militares, combatentes tribais e milícias separatistas, todos apoiadores do presidente Hadi. Para os xiitas, as conquistas militares fazem parte de uma revolução contra o presidente e o governo corrupto. Eles contam ainda com o apoio do Irã, que diz tratar-se de um "levante islâmico" na região.

Monarquias árabes sunitas que mantêm rivalidade com Teerã consideram os avanços dos houthis no Iêmen como um golpe e discutem uma intervenção militar na região em favor do presidente Hadi. Os conflitos no país mais pobre do mundo árabe poderão acabar se espalhando pelos vizinhos.

No início desta semana, as Nações Unidas alertaram que o Iêmen está à beira de uma guerra civil e ressaltaram que o atual conflito no país está ganhando contornos semelhantes a um cenário Iraque-Líbia-Síria. O Conselho de Segurança da ONU declarou apoio unânime ao presidente Hadi e reafirmou o "forte compromisso" com a unidade, a soberania e a integridade territorial do Iêmen.

Na última sexta-feira, ataques a duas mesquitas xiitas reivindicados pelo "Estado Islâmico" mataram 142 pessoas e deixaram 351 feridos em Sanaa.

DW

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