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domingo, 19 de abril de 2015

Entrevista Coletiva do Ministro da Defesa na LAAD 2015


Por Wayne dos Santos Lima,
Especialista em Defesa Nacional, Segurança Pública e Empresarial.

Site Assuntos Militares

O Site Assuntos Militares marcou presença na entrevista coletiva com o Ministro da Defesa Jaques Wagner na LAAD 2015, encerrando a participação da autoridade na feira.
Diversos temas relevantes foram tratados e algumas dúvidas sanadas, conforme vemos a seguir:

PROSUPER

    Questionado sobre como estaria o andamento do PROSUPER (Programa da Marinha do Brasil que visa à modernização dos meios de superfície da frota através da aquisição de 05 fragatas, 05 NaPaOc - Navios Patrulha Oceânicos - e 01 navio de apoio logístico) ainda para este ano, o Ministro descartou a possibilidade de qualquer novo gasto para 2015, tendo em vista o momento de ajuste fiscal.
    Segundo Jaques Wagner, o PROSUPER não foi totalmente encerrado e sim estaria “hibernando”, devendo ser retomado, na medida em que o orçamento permitir, em 2016.
   
KC-390

    Sobre o atraso no projeto do KC-390 em virtude do não pagamento pelo governo à EMBRAER, o Ministro declarou que entende e necessidade de se equacionar o problema o mais rapidamente possível e conseguiu com a Presidente Dilma a liberação de 120 milhões de reais para amenizar parte da dívida de aproximadamente 700 milhões, lembrando que o voo inaugural na aeronave estaria marcado para junho de 2016.

UCRÂNIA

    Sobre o fim do acordo espacial entre o Brasil e a Ucrânia para o lançamento de um foguete na base de Alcântara, o Ministro Jaques Wagner disse que agora cabe agora ao Ministério das Relações Exteriores fechar de vez o assunto.

PARCERIA DA ARGENTINA COM A CHINA

    Questionado sobre a parceria entre a Argentina e a China, o Ministro destacou o respeito pela soberania do país vizinho em realizar as parcerias estratégicas bilaterais com quem desejar, mas que estaria em conversas com seu colega argentino.
    O Ministro ainda destacou que a China liberou um financiamento de 11 bilhões de dólares para a Argentina investir em sua malha ferroviária e produção de energia (hidrelétrica e nuclear).

CRISE DA CONSTRUÇÃO NAVAL – PROSUPER TAMPÃO(?)

Sobre a possibilidade de se utilizar justamente o PROSUPER como forma de se readmitir boa parte da mão de obra, demitida com a crise do setor naval, em virtude dos problemas recentes da Petrobras, “matando dois coelhos com uma só cajadada” – além de manter os estaleiros funcionando até a retomada do crescimento com novas contratações, o programa militar não seria interrompido – o Ministro declarou não ser possível.
    Para Jaques Wagner, além de a mão de obra possuir características bem diferentes, a quantidade de navios a serem construídos para a MB não resolveria o problema da crise na indústria naval brasileira, não justificando assim a solução apresentada.

GRIPEN ARGENTINO(?)

    A respeito do interesse do Ministro da Defesa da Argentina na aquisição do novo caça diretamente do Brasil e a oposição dos britânicos (participantes do projeto desde o início, fornecendo diversas peças da aeronave) ao negócio (receosos de um novo conflito Falklands/Malvinas, onde estariam armando um possível inimigo contra eles mesmos), o Ministro Jaques Wagner afirmou que, embora reconheça o poder britânico de pressão e uma vez que seu colega argentino se mostrou firme e irredutível na aquisição dos Gripens, haveria então duas possibilidades:
1ª – A substituição total do fornecedor das peças por equivalentes de fabricantes não britânicos.
2ª – Provocar um debate nas Nações Unidas para que naquele órgão, de uma vez por todas, este litígio fosse resolvido, com ambas as partes aceitando o resultado da mediação e posterior resolução.
    Em relação ao KC-390 que passaria pelo mesmo problema, o Ministro Jaques Wagner foi enfático, dizendo que não haveria o que discutir e que “a Argentina teria sua bandeira em uma das asas da aeronave assim que ela entrasse em produção” (sic).

DESCENTRALIZAÇÃO DA INDÚSTRIA DE DEFESA

    Ainda sobre a crise econômica e o ajuste fiscal que atinge a indústria de defesa e, por conseguinte, os projetos estratégicos do Brasil, o Ministro Jaques Wagner vem lutando para convencer a diversos setores da sociedade e a algumas lideranças políticas da importância das forças armadas para o país, pois a lógica de que somos um país pacífico e, portanto, não precisaríamos investir na constante modernização das forças armadas é míope, pois não enxerga que para se manter a paz é necessário estar constantemente preparado para a guerra – aparentemente parafraseando Clausewitz.
    Sendo assim, está em constantes reuniões com a Presidente Dilma para que a área de Defesa não seja negligenciada, uma vez que o know hou e a expertise específicas deste ramo são dificílimos de se desenvolver e, uma vez perdidos, ainda mais difícil de se recuperar.
    Uma outra estratégica de sua gestão será buscar a descentralização da indústria de defesa do eixo sul-sudeste, acabando com a guerra fiscal entre os estados, como forma de desenvolver e gerar mão de obra especializada em outras regiões do país, principalmente seu estado de origem, a Bahia.

PANTSIR

    Segundo o Ministro, o projeto está de pé, tendo a Presidente Dilma Rouseff tido avançadas conversas sobre a aquisição do Sistema de Defesa Antiaérea com o fabricante.
Além do mais, Jaques Wagner informou que irá tratar diretamente com a Presidente sobre a forma de financiar a compra do Pantsir, uma vez que toda a parte de avaliação técnica já foi definida.

SEGURANÇA NAS OLIMPÍADAS

A exemplo do que ocorrerá com o Gripen, que não ficará pronto até agosto de 2016 (mês e ano dos jogos olímpicos no Rio de Janeiro), o Ministro afirma que tentará, através de negociações com o fabricante, uma forma de adquirir uma quantidade mínima operacional de Pantsir “tampão” até o recebimento do 1º lote do armamento – lembrando que no caso do Gripen, seriam oferecidas de 10 a 12 aeronaves em versões anteriores, provavelmente por aluguel.

Um comentário:

  1. Faltou a pergunta da repórter sobre os terroristas do mst que fez o ministro sair correndo da entrevista.

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