Slider

Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira Foto: Ricardo Pereira

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Militares Brasileiros testam drones para operações no Haiti

Joel Silva/FolhaPress

Olívia Freitas

O Exército Brasileiro passou a testar drones (aeronaves não tripuladas) em operações em áreas de conflito na missão de paz da ONU no Haiti (Minustah).

Duas aeronaves de pequeno porte do modelo Phantom, fabricado pela chinesa DJI, foram adquiridas no ano passado pelo Exército, em Miami, nos Estados Unidos, a um custo de US$ 3 mil.

Desde então, a tecnologia vem sendo testada pelo contingente na capital, Porto Príncipe.

Uma pequena câmera acoplada ao equipamento captura imagens do terreno, que são visualizadas e controladas em um tablet ou celular.

Um segundo soldado é responsável por controlar o aparelho.

Os drones são usados para checar o campo no momento em que a tropa está se deslocando para a área de operação, além de acompanhar a evolução da patrulha. Isso ajuda a evitar possíveis confrontos.

"É muito mais fácil e menos arriscado ver do alto o que está acontecendo no terreno do que ter que descobrir andando", conta o major Sérgio Mattos, coordenador do projeto.

"Os drones substituem a necessidade de termos militares à frente ou em uma posição alta", explica Mattos.

Por meio das imagens, o operador pode identificar objetos ou pessoas suspeitas em um raio de até 1 km.

O equipamento permite ao militar ter uma boa visão da área a até 60 metros de altura e oferece uma autonomia de 14 minutos de bateria.

"Se o comandante tem uma imagem aérea que mostra a profundidade e as características de uma manifestação e da situação nas ruas, isso garante a ele mais coerência na decisão de atuação e de emprego das tropas", diz o tenente Gustavo Serio, operador de drone.

EM CAMPO

Os drones já foram utilizados em quatro operações brasileiras no Haiti, além de eventualmente serem emprestados aos contingentes de outros países.

Em uma das operações realizadas com o equipamento, em Cité de Soleil, área mais pobre do país e que foi considerada pela ONU como a mais violenta do mundo em 2004, os militares ficaram em meio a um tiroteio e conseguiram agir graças ao drone.

Folha de S.Paulo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

[Fechar]