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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Vídeo: Flávio Bolsonaro desafia Beltrame a transferir secretaria para contêiner no Alemão


Flávio Bolsonaro (PP-RJ) desafiou nesta terça-feira o secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, a transferir a sede da secretaria para um contêiner no complexo do Alemão, igual ao das UPPs.

O deputado estadual também duvidou que Beltrame enviasse o próprio filho para trabalhar em condições tão precárias como faz com os PMs recém-formados, deixando-os vulneráveis aos ataques de traficantes armados com fuzis.

“Sr. Secretário, muitas das mortes dos policiais aqui no nosso estado, a culpa é de Vossa Excelência”, acusou Bolsonaro.

A hipocrisia de esquerda sobre desmilitarização, desarmamento, pacifismo e a forma de ocupação das ditas comunidades também foi devidamente detonada pelo deputado.

 Assista ao vídeo, que transcrevo abaixo. Mais sobre o assunto no meu post: As denúncias do blog e seus efeitos na Globo e na segurança pública. Sim: você leu 130 dias antes aqui.

“Presidente, tem um filme chamado ‘Abutre’, que é uma crítica ao mundo jornalístico, é uma reflexão, mas que se aplica também à política aqui no Rio de Janeiro. No filme, um jornalista cujos escrúpulos são questionados durante o filme, uma pessoa que claramente não tem ética para alcançar seus objetivos e principalmente alcançar as principais manchetes dos jornais e noticiários, ele topa qualquer parada para aparecer.

E na política, em especial aqui no Rio de Janeiro, há vários abutres que ignoram a realidade enfrentada pelos policiais aqui no Rio de Janeiro para fazer sugestões mirabolantes impossíveis de na prática se concretizarem, mas obviamente são pessoas que, num futuro próximo, vão estar sendo muito bem remuneradas para dar aulas em universidades, dar palestras, escrever livros e ganharem dinheiro com a sua teoria furada. ‘Se aplicasse o que eu falei, o problema da segurança estava resolvido’, mas na prática são inaplicáveis, impossíveis de se concretizarem.

Então, muito bonito vir aqui nessa tribuna e fazer um discurso contra a ocupação do Alemão, a favor da desmilitarização da Polícia Militar, como se fosse possível combater traficantes que há décadas dominam territórios na nossa cidade, que esculacham a população desses locais, que se impõem pela força, pelas armas, pelos fuzis! É impossível combater se não for também pela força.

Como é que você vai levar educação, saúde, esporte e lazer para essa comunidade, enquanto lá houver o tráfico mandando? É uma coisa tão óbvia, é um discurso tão simples de compreender. Mas parece que há pessoas que defendem que basta sussurrar filosofia e direitos humanos nos ouvidos dos policiais para que eles comecem a tratar criminosos armados com fuzis com flores, com poemas, com amor.

Nós estamos falando de lugares conflagrados há décadas. Nós estamos falando, sim, da hipocrisia de não reconhecer que é preciso haver guerra em alguns lugares para que a paz possa voltar a reinar nesses lugares, para que a população volte a ter leis, para que ela possa obedecer, para que ela possa se garantir, para que ela possa ter seus direitos e garantias individuais previstos na Constituição.

No Complexo do Alemão, o secetário de Segurança tinha que fazer um exercício de qualquer coisa, porque não parece que ele está lá há quase 10 anos na direção, na gerência da segurança pública no nosso estado e continua insistindo com coisas que claramente já não deram certo.

Sr. Secretário, muitas das mortes dos policiais aqui no nosso estado, a culpa é de Vossa Excelência, que fica mandando para lugares conflagrados, desconhecidos para muitos policiais, que não têm o treinamento adequado, que são forjados a toque de caixa.

Vai lá no CFAP. Não tem um estande de tiro para ele praticar tiro. É uma lama quando chove. A formação do soldado da PM aqui no Rio de Janeiro é interrompida se nós tivermos longos períodos de chuva, porque eles não têm onde praticar tiro! Não é por falta de projeto da Polícia Militar. Os projetos estão lá! Basta ter a famosa vontade política para que eles sejam implementados. É lindo o projeto de um novo centro de formação e aprimoramento de praças, um novo centro de formação de oficiais que garanta um mínimo de condições para esse policial e, sim, para a guerra nesses lugares, para que ele possa levar a paz.

É hipocrisia essa questão de quanto menos armas, mais segurança. Tem que tirar a arma é de bandido. A insegurança quem leva são eles, não é o cidadão ordeiro.

Eu duvido que o secretário de Segurança ia mandar o filho dele para uma UPP dessa lá no Alemão, porque ele sabe que ele está mandando para a morte muito provavelmente. Mas são filhos de pessoas humildes que fazem a prova para entrar na Polícia Militar hoje ou na Polícia Civil. Pessoas batalhadoras que estudam, que são vocacionadas e, graças a Deus, presidente, ainda há pessoas vocacionadas dispostas a entrar para as forças de segurança do nosso estado. Porque no dia em que isso não acontecer mais acabou o direito de ir e vir, acabou a democracia.

Então hoje o nosso policial está extenuado, está esgotado pelo excesso de carga horária, está acuado e não é pelos traficantes. É pela POLÍTICA! São os policiais que vão cumprir ordens e, de uma hora para outra, se veem sentado nos bancos dos réus. É policial militar que reage a assalto, mata um dos assaltantes, e está preso por agir com excesso! Que segurança jurídica esse profissional tem para trabalhar? Como é que pode dar certo qualquer investimento em segurança pública quando a legislação não garante um mínimo de condições para que esse policial trabalhe?

E mais: não é só a legislação. Tem muita coisa aqui no estado que o secretário de Segurança tinha que bancar e não banca. Porque ele vai para o Alemão vestidinho de roupa de Educação Física para fazer maratona. Quero ver se ele vai lá despachar no Complexo do Alemão as coisas burocráticas da sua secretaria. Não vai porque não tem segurança! E por que é que ele manda policiais para esses lugares conflagrados sem antes dar um choque, como tem que ser dado, de enfrentamento a esses criminosos?

Porque o marginal só respeita o que ele tem medo, infelizmente.

Então fica aqui, presidente, o desabafo. E que, graças a Deus, ainda há profissionais, policiais, seres humanos dispostos a dar a própria vida pela segurança, porque, quando isso acabar, acabou a democracia.”

Felipe Moura Brasil

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