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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Vários países paralisam aviões A400M após acidente em Sevilha


Reino Unido, Alemanha e Turquia decidiram paralisar seus Airbus A400M enquanto aguardam os resultados da investigação sobre o acidente de sábado, em Sevilha, o primeiro do avião de transporte militar, no qual quatro pessoas morreram.

Os sobreviventes do acidente, um mecânico e um engenheiro, estavam em estado grave, mas estável, em dois hospitais de Sevilha, a capital da região da Andaluzia (sul da Espanha).

O avião, que era para ser entregue ao exército turco em junho, caiu em um campo ao norte do aeroporto da cidade, depois de bater em uma linha de energia, enquanto aparentemente tentava fazer um pouso de emergência.

Dois fazendeiros e um pedestre, que estavam perto do aeroporto quando o avião caiu, foram até o local do acidente e conseguiram resgatar os dois sobreviventes pelas janelas, explicou a presidente do governo regional andaluz, Susana Díaz.

"O que podemos fazer em momentos como este é reconhecer a generosidade e atitude generosa dos três cidadãos, que devem ser reconhecidos pela sociedade", declarou Diaz.

"Conversando com Manuel, o agricultor que salvou os feridos do A400M em Sevilha. Um herói para todos nós", escreveu o primeiro-ministro Mariano Rajoy no Twitter, com uma foto onde ele aparecia ao lado do homem.

Aviões em terra

O avião, um aparelho de transporte militar A400M de última geração, realizava de um voo de teste quando caiu antes em uma área desabitada perto do aeroporto da cidade.

É a primeira queda de um A400M, um mastodonte com hélices de mais de cinco metros de diâmetro, montado na sede da Airbus Military, em Sevilha.

Reino Unido, Alemanha e Turquia decidiram congelar seus Airbus A400M enquanto aguardam os resultados da investigação sobre o acidente. A França, primeiro cliente do avião europeu, não quis deixar em terra as seis aeronaves que possui.

"Não há elementos que nos obriguem a deter nossa frota de A400", declarou o coronel Jean-Pascal Breton, porta-voz da aeronáutica francesa.

A Malásia, que recebeu seu primeiro A400M em março, ainda não comunicou suas intenções. Estima-se que há doze dessas aeronaves em circulação - França tem seis, Reino Unido e Turquia, duas, e Alemanha e Malásia, uma cada um.

A Guarda Civil espanhola abriu uma investigação sobre as causas do acidente, e o fabricante europeu Airbus enviou uma equipe de peritos para ajudar as autoridades.

Os investigadores poderão ter acesso gravações das caixas-pretas do dispositivo, que após serem analisadas devem trazer informações preciosas.

O ministério do Desenvolvimento confirmou em comunicado que "foram encontrados na área do acidente as duas caixas, que foram colocadas à disposição do procurador responsável pela investigação judicial".

Um duro golpe

O acidente é um duro golpe para o avião que deveria ser a joia da cooperação militar europeia, mas que acumula problemas desde o lançamento do programa, em 2003.

O A400M deveria suprir as necessidades dos exércitos de seus sete primeiros clientes - Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo e Turquia - e também criar empregos em suas montadoras.

Então, ao invés de comprar um motor no mercado, os governos insistiram em um consórcio europeu, o EPI, formado pela francesa Snecma, a britânica Rolls Royce, a espanhola ITP e a alemã MTU, o que contribuiu para o atraso de quatro anos do projeto - segundo a Airbus.

Em 2010, a Airbus estava prestes a jogar a toalha. Thomas Enders, CEO da gigante aeronáutica, ameaçou abandonar o programa caso os países lançadores não concordassem em dividir os custos adicionais de 6,2 bilhões de euros, ou seja, 30% do orçamento inicial.

Desde as primeiras entregas, o A400M foi alvo de críticas entre os seus clientes.

Airbus apresentou em janeiro seu pedido de desculpas ao Reino Unido pelos atrasos na entrega das aeronaves.

Ao todo, foram encomendados até agora 17 A400M, incluídos 50 para França, 53 para Alemanha, 27 para Espanha e 22 para o Reino Unido.

Estado de Minas

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