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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Nova temporada do ‘Papo de polícia’ traça um perfil mais humano de policiais do Bope


O Globo

Reality vai focar em integrante que ajuda moradores de favelas


RIO- Ficar no meio de um tiroteio entre policiais e traficantes não foi problema para equipe do “Papo de polícia”, cuja quinta temporada estreia neste domingo, 31, às 23h30, no Multishow. Difícil mesmo foi convencer o Batalhão de Operações Especiais (Bope) do Rio de Janeiro, tema do programa, a deixar cinegrafistas segui-los.


— Foi uma tarefa conseguir gravar. A gente teve que conquistar a confiança deles. Foi um convencimento diário. E havia a tensão de acompanhar as operações — relata Larissa Lage, produtora do AfroReggae (ONG que tira pessoas do crime e treina para trabalhar com cultura e arte), responsável pela atração: — Por eu ser a única mulher, existiam alguns cuidados. Às vezes, por segurança, eu ficava na viatura.


A equipe esteve com o Bope em ações na Rocinha e em Acari. Como eram situações de risco, os profissionais precisaram aprender a se comportar para não serem feridos.


— Sempre que eles se reuniam para o pré-operação, passavam as orientações de segurança. Havia uma patrulha atrás e na frente de nós — conta Larissa, que precisou distribuir câmeras para que os policiais acoplassem em seus fuzis e gravassem nos locais em que não era recomendável enviar cinegrafistas e operadores de áudio.


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O destaque dessa temporada do “Papo de polícia” é o soldado Higor Virgínio Cabral de Oliveira, que além de trabalhar no Bope, dá aula de kickboxing para moradores de comunidades pobres e ajuda outros jovens a pagar cursos profissionalizantes. A produtora afirma que o programa não tem objetivo de criar espetacularização da polícia e principalmente dessa divisão da corporação.


— Na cabeça das pessoas, eles são letais, mas salvam vidas. O Virgínio é um transformador real, ele não desiste dos alunos. O impacto do “Papo” é o nosso objetivo. É um programa que humaniza o policial para que a sociedade olhe para ele como quem ajuda. Lá existem também pais de família, filhos, é para chamar a atenção e pensá-los como protetores.


Higor Virgínio reconhece que nem sempre os agentes têm uma boa reputação, por conta dos casos de corrupção e excesso de violência.


— A imagem que a sociedade tem ainda é conturbada. Em qualquer lugar, sempre vai haver um mau funcionário. O Bope tem uma imagem letal, mas não somos só isso. Também temos o lado de alguém que tem dificuldades. A gente tenta não passar só a imagem ruim — justifica.


Uma história curiosa das gravações foi o reencontro de integrantes da equipe, ex-traficantes de drogas, com os policias que já enfrentaram.


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— Minha equipe é mista, temos pessoas do mercado de TV, moradores de comunidades e gente que foi do tráfico. Essa é a quebra de paradigma da temporada. Eles já estiveram em lados opostos e hoje estão transformados — analisa Larissa.


Após o programa, Higor acredita que poderá expandir seu projeto de profissionalizar mais pessoas. 


— Espero algum convênio com cursos. Quero dar perspectiva para alguém.


Via Forças Armadas do Brasil

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