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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Robôs armados podem se tornar populares como fuzis AK-47, alerta Stephen Hawking

Soldado americano operando robô de infiltração no Iraque

Lucas Carvalho, de INFO Online

Um grupo composto por famosos cientistas e empresários, como o CEO da Tesla Motors Elon Musk e o astrofísico Stephen Hawking, divulgou uma carta aberta nesta segunda-feira (27) alertando a Organização das Nações Unidas sobre os riscos envolvendo o uso de robôs equipados com armas de fogo em combates. O documento, assinado ainda por Steve Wozniak, cofundador da Apple, vem do instituto Future of Life ("Futuro da Vida" em inglês), grupo dedicado a alertar a comunidade global sobre o mal uso da tecnologia.

O texto argumenta que, em poucos anos, armas programadas para matar alvos selecionados automaticamente, com base em critérios pré-determinados, podem ser objeto de uma nova corrida armamentista. "A tecnologia de inteligência artificial (IA) chegou a um ponto em que o desenvolvimento de tais sistemas – de maneira prática, se não legal – tornou-se alcançável em anos, e não décadas", diz o texto.
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"Se alguma potência militar global der início ao desenvolvimento de armas em IA, uma corrida armamentista é virtualmente inevitável. O ponto final nessa trajetória é óbvio: armas autônomas se tornarão os Kalashnikovs de amanhã", continua a carta. O texto faz referência ao fuzil AK-47, criado pelo militar russo Mikhail Kalashnikov, um dos mais usados no mundo, inclusive por milícias e grupos paramilitares.

Iraquianos empunhando suas AK-47 - fuzil pode ser facilmente encontrado na região
A organização defende ainda que uma corrida armamentista pode fazer com que esses robôs ou drones "programados para matar" caiam nas mãos de terroristas, ditadores e até grupos de crime organizado, como cartéis de drogas, entre outros. A principal preocupação dos especialistas é que essas armas, teoricamente capazes de selecionar seus alvos sem qualquer decisão ou controle humano, passem a ser fabricadas em larga escala.

"Diferentemente de bombas nucleares, essas armas não exigem materiais de alto custo ou difíceis de serem encontrados. Elas se espalhariam facilmente e seriam baratas para qualquer potência militar desenvolver em massa", argumenta ainda a carta. "Existem muitas maneiras de a IA ser usada em campos de batalha para trazer segurança a seres humanos, especialmente civis, sem que novas ferramentas para matar pessoas sejam criadas".

O grupo diz ainda que o uso de pesquisas em IA na fabricação de armas pode "contaminar" a área de estudo, tornando-a ainda mais difícil de ser aceita pelo público. A lista de pessoas que assinaram o documento inclui ainda o filósofo americano Noam Chomsky; o co-fundador do Skype Jaan Talinn; e Demis Hassabis, CEO do centro de pesquisa em IA DeepMind, pertencente ao Google. A carta pode ser assinada por qualquer pessoa, de forma livre, através deste link.

Fonte: The Verge

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