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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Sputnik Brasil - Mistral: França pode vender ao Brasil navios construídos para a Rússia?

© AFP 2015/ GEORGES GOBET
Já que o acordo sobre Mistral de 1,3 bilhões de dólares foi suspenso por um prazo indeterminado, a França precisa desesperadamente de uma solução para o problema que ela própria criou: o que fazer com os navios de guerra que Paris se recusa a entregar à Rússia?

Vendê-los aos terceiros países é considerado como o melhor dos piores soluções disponíveis para a França. Canadá, China e Estados Unidos têm sido repetidamente nomeados como compradores potenciais, mas esses acordos são altamente improváveis para realizar.  The National Interest, uma revista bimensal americana, escreve que este é um caso especial para o Brasil, cuja frota coincidentemente precisa de um navio capitânia para servir como um centro de comando flutuante.

"Um navio de assalto anfíbio, como o Mistral, dá para a Marinha capacidade de executar um papel de liderança independente em uma crise litoral", a revista observou, referindo-se especificamente às operações de ajuda humanitária.

"Vários países latino-americanos têm exprimido frustração em relação à sua capacidade de realizar operações de socorro marítimas independentemente dos Estados Unidos", escreve a revista, citando uma operação de ajuda humanitária após o terremoto de 2009 no Haiti como um exemplo. Brasil estava ansioso de prestar ajuda humanitária, mas foi afastado pelos EUA.

A compra pelo Brasil dos porta-helicópteros Mistral facilitaria também tais operações do exército como o transporte rápido de tropas, veículos blindados e diferentes aeronaves.

A capitânia da Marinha do Brasil — o porta-aviões, apelidado de São Paulo — foi encomendado em 1963 pela Marinha francesa. Paris transferiu o navio da classe Clemenceau ao Brasil em 2000, onde se deverá manter-se em serviço até 2039.

Naquele momento o navio será de 76 anos, que está muito além da idade da reforma para os equipamentos militares. Além disso, São Paulo está em constante necessidade de reparos e manutenção.

O Brasil não pode construir um porta-aviões por si mesmo e ninguém está vendendo estes navios no momento. Um Mistral ou dois poderia assumir o papel de liderança em vez do velho São Paulo.

"Os Mistrais podem aumentar a influência do Brasil na região não apenas por existir, mas também fazendo as coisas em uma base diária. Eles poderiam tornar-se imediatamente os navios de guerra de maior impacto que possui a marinha da América do Sul desde os primeiros dias do século XX. Os dois navios poderiam até mesmo operar ao longo da Amazônia, que é navegável por navios de grande porte", conclui a revista.

A Rússia não precisa de Mistrais porque tem sua própria tecnologia de construir navios desse tipo. O crescente interesse mundial sobre este tipo de navio abre possibilidades muito boas de exportação, especialmente considerando o fato de que a Rússia tem laços muito estreitos com o Brasil. 


Sputnik


Nota 

The National Interest, uma revista bimensal americana, link original

http://nationalinterest.org/feature/odd-man-out-france-could-sell-russias-lethal-mistral-ships-13336 

2 comentários:

  1. Que viagem ....... Especulação ..... E nada de concreto, qual a fonte concreta desta info? Para de criar fato inexistente !

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    1. Nobre JOÃO GILBERTO ARAÚJO PONTES , quem fez a especulação foi a The National Interest, uma revista bimensal americana olha o link original

      http://nationalinterest.org/feature/odd-man-out-france-could-sell-russias-lethal-mistral-ships-13336

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