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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Suécia aceita reduzir juros e Dilma dá aval à compra dos caças Gripen


Por Daniel Rittner | Valor

BRASÍLIA  -  Após uma dura negociação nos bastidores, o governo da Suécia concordou em reduzir as taxas de juros cobradas no financiamento para a venda de 36 caças Gripen NG à Força Aérea Brasileira (FAB). O acordo foi conduzido nos últimos três dias pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, com representantes da Saab, fabricante dos caças, e da SEK, a agência sueca de crédito às exportações. A presidente Dilma Rousseff deu sinal verde nesta quarta-feira à costura final. Uma nota do ministério deverá explicar os detalhes do acordo.

A divergência girava em torno da taxa CIRR, usada por todos os países que fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) no financiamento às suas exportações. Quando o negócio foi fechado, em 2014, a taxa estava em 2,54%. Nos últimos meses, porém, ela entrou em queda. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, liderou as articulações no governo para exigir da Suécia uma repactuação. Dilma chegou a telefonar ao primeiro-ministro, Stefan Löven, para discutir o assunto.

Jaques Wagner vinha insistindo na aplicação de uma taxa anual de 1,98%. Ficou fechado um índice de 2,19%. Os suecos aceitaram abrir mão da cobrança de uma taxa de administração no valor de 0,35 ponto percentual. Pode haver ainda alguma forma de compensação entre os dois países.

A falta de entendimentos colocava em risco a concretização do negócio. O contrato comercial para a venda dos caças foi assinado em outubro do ano passado, mas faltava a assinatura do contrato de financiamento. O valor é definido na moeda sueca — 39 bilhões de coroas — e ficará mais barato, em dólares, por causa de desvalorização recente. São 25 anos de financiamento, mas com oito anos e meio de carência. Ou seja, o Brasil só deverá começar a pagar em 2024.

Para as duas partes, a ausência de um acordo seria vista como fracasso. A Suécia nunca havia feito uma venda tão importante, no exterior, dos caças Gripen. O Brasil, por outro lado, ficaria em delicada posição caso recuasse da compra porque pilotos da FAB já foram enviados a Linköping — sede da Saab — e as tratativas para transferência de tecnologia estão adiantadas.

Valor Econômico

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