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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Arma apreendida com traficantes do Rio perfura aço blindado em teste


Americanos criaram o calibre ponto 50 para neutralizar ataques aéreos e destruir carros blindados em guerras no Afeganistão e no Iraque.

O Fantástico testa o poder de destruição de uma arma exclusiva das Forças Armadas que, ninguém sabe como, estava nas mãos da bandidagem. Ao prender seis líderes do tráfico de drogas, no Rio, a polícia encontrou um fuzil ponto 50. Arma de precisão incrível e que já foi utilizado para atacar carro-forte.

É uma arma de elite. Com poder de fogo descomunal.

Veja no vídeo o cartucho de um fuzil762, a arma mais utilizada pelas Forças Armadas no mundo todo. E também por bandidos nas comunidades do Rio de Janeiro. Ele é capaz de matar uma pessoa a mais de 600 metros de distância.

Agora faça a comparação com a uma munição de um fuzil ponto 50. A capacidade de destruição é proporcional. É muito maior. Para acertar um alvo a quase dois quilômetros de distância, com uma arma ponto 50, é preciso muita experiência.

Os soldados só tiveram permissão para usar a arma de guerra depois de vários anos de treinamento no comando de operações especiais do Exército, em Goiânia.

Atiradores de elite mostram o estrago que essa arma pode causar. E é bom proteger o ouvido. A placa de aço blindado, a parede de concreto. Nada é capaz de conter o impacto desse fuzil.

“O camarada que está aqui dentro não está protegido pelo concreto porque essa munição, ela é capaz de provocar dano no concreto e atingir o interior da instalação pelo estilhaçamento da própria parede”, diz o general do Exército Mauro Sinott.

Os americanos criaram o calibre ponto 50 para neutralizar ataques aéreos e destruir carros blindados em guerras no Afeganistão e no Iraque.

Na última terça-feira (11), um fuzil ponto 50 foi achado atrás da porta de uma casa, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Estava com seis traficantes, líderes de uma facção criminosa, presos em uma operação do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar.

“Grande parte dessas armas que são apreendidas em nosso país não são fabricadas aqui. São armas que são produzidas no exterior e que de alguma forma são desviadas e contrabandeadas e acabam chegando aqui”, afirma o coronel da PM no Rio de Janeiro René Alonso.

Os Estados Unidos são o principal fabricante de armas ponto 50. Lá elas são vendidas legalmente para qualquer cidadão e custam cerca de R$ 50 mil cada. São dois modelos. A metralhadora é usada para alvos dispersos. O fuzil foi projetado para tiros de precisão.

Em 2006, um fuzil ponto 50 foi apreendido em Pernambuco. A polícia descobriu que a arma tinha saído da Romênia e entrado pelo Paraguai. Em 2009, mais dois casos. Uma metralhadora em Minas Gerais e um fuzil no Pará. Em 2010, outra metralhadora ponto 50 foi encontrada no Rio de Janeiro. No ano seguinte, também no Rio, mais duas. Em novembro de 2013, a metralhadora apareceu em São Paulo.

Em agosto do ano passado, um fuzil foi apreendido no Paraná. Quatro meses depois, outro fuzil, só que no Mato Grosso do Sul. E uma metralhadora em São Paulo. E a apreensão mais recente foi na última terça-feira.

Para o delegado que coordenou as investigações no Rio, a existência de uma arma ponto 50 mostra que a quadrilha atuava em duas formas de crime. “No tráfico de drogas, mas também com foco voltado para o roubo de cargas”, explica o delegado civil do Rio de Janeiro Fernando Albuquerque.

É este o principal objetivo de bandidos que usam a ponto 50: perfurar a blindagem de carros que transportam cargas e valores. Na segunda-feira (10), véspera da operação no Rio, outros criminosos tentaram assaltar um carro-forte em Sooretama, no Espírito Santo.

Os cofres estavam vazios e os bandidos fugiram. O que chamou atenção foi o método do ataque. O carro dos assaltantes tinha sido transformado quase que em um veículo de guerra.

Fabrício Lucindo, delegado civil do Espírito Santo: Furaram os vidros traseiros blindados do carro para a introdução do cano das armas. E colocaram uma película, um adesivo de propaganda por cima para disfarçar o furo. Então no momento que eles fizeram para ultrapassar o carro blindado eles já furaram o adesivo e botaram as armas para fora e começaram a efetuar os disparos. Eles usaram o fuzil 762, e o calibre 50 também.

Fantástico: Ponto 50?

Fabrício Lucindo: Ponto 50.

Foi assim que aconteceu quatro dias antes, em Mococa, interior de São Paulo. De dentro de um carro que parecia um tanque, bandidos assaltaram um carro-forte e mataram o motorista. No chão da rodovia, dinheiro abandonado e cartuchos calibre ponto 50.


G1.

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