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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Faltam 50 dias para os Jogos Mundiais Militares


Brasília, 12/08/2015 - Os 6º Jogos Mundiais Militares (JMM), que acontecerão na República da Coreia, entram em contagem regressiva. A contar de hoje (12), faltam 50 dias para a cerimônia de abertura, prevista para o dia 2 de outubro.

Sob a coordenação do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM, sigla em francês de Conseil International du Sport Militaire), a sexta edição do mundial terá a participação de 110 países com cerca de sete mil atletas militares. As cidades que sediarão as competições são Mungyeong, Pohang, Kimcheon, Yeongju, Andong, Sangju, Yecheon e Yeongcheon.


O mundial contará com cinco modalidades eminentemente militares: pentatlo naval, pentatlo militar, pentatlo aeronáutico, orientação e paraquedismo. Os demais esportes que entram na disputa são atletismo, boxe, basquete, ciclismo, futebol, golfe, handebol, judô, maratona, pentatlo moderno, natação, triatlo, vôlei, lutas associadas, taekwondo, tiro com arco, esgrima, vela e tiro esportivo.

Participação brasileira

Depois do sucesso obtido nos 5º Jogos Mundiais Militares, realizados no Rio de Janeiro, em 2011, quando ocupou o primeiro lugar no quadro geral de medalhas (111), a delegação brasileira tem como meta manter o excelente resultado no mundial da Coreia.

Esses Jogos são considerados de extrema relevância para as Forças Armadas brasileiras e servem como apoio ao esporte nacional, visando à preparação dos atletas que também irão aos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Nesse contexto, o Brasil será representado por 286 atletas militares, sendo 177 homens e 109 mulheres. Pela primeira vez, a equipe brasileira contará também com quatro paratletas, nas competições de tiro com arco e atletismo. A maioria desses atletas integra o Programa Atletas de Alto Rendimento, criado pelo Ministério da Defesa (MD) em parceria com o Ministério do Esporte (ME).

O objetivo do programa é fortalecer a equipe militar brasileira em eventos esportivos de alto nível. A parceria entre os ministérios consiste ainda em apoiar os atletas de alto rendimento, com vistas à melhoria de desempenho, bem como na descoberta de novos talentos esportivos.


Por meio do Programa, os atletas recebem todos os benefícios da carreira militar como soldo, 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, além de acesso a todas as instalações esportivas militares adequadas para treinamento. Os atletas também são beneficiados pelas bolsas Pódio e das categorias Olímpica, Internacional e Nacional do ME.

A equipe brasileira contará com renomados atletas, como os recentes medalhistas de ouro nos Jogos Pan-americanos de Toronto, a pentatleta do Exército Yane Marques, a sargento da Força Aérea Brasileira Juliana dos Santos (atletismo) e a judoca da Marinha Érika Miranda.

O coronel da Força Aérea Brasileira Júlio Almeida que também conquistou medalha de ouro em Toronto acredita que as Forças Armadas têm potencial enorme para ajudar o Brasil a se tornar uma potência olímpica. O campeão conversou com o Ministério da Defesa sobre a expectativa e preparação para o mundial:

MD - Estamos a 50 dias dos 6º Jogos Mundiais Militares (JMM), evento que dá ao Brasil condições de firmar-se entre as grandes potências esportivas. Quais suas expectativas para esta competição?
Júlio Almeida: Minha expectativa é chegar em condições de conquistar todas as medalhas das provas de armas curtas masculino, individual e por equipe. Mas será uma disputa difícil, pois terão muitos atletas de altíssimo nível na competição.

MD - O Programa Atleta de Alto Rendimento, uma parceria dos Ministérios da Defesa e Esporte, permite que muitos competidores tenham condições de treino suficientes para que possam estar preparados para tais campeonatos. Qual é sua avaliação deste programa do governo federal?
Júlio Almeida: Acho válido e acho que deve ser incentivado. Se o Brasil quer se tornar uma potência olímpica, muita coisa tem que melhorar na sua estrutura desportiva e as Forças Armadas tem um potencial enorme para ajudar o país a atingir este objetivo. Vejo o Programa Atleta de Alto Rendimento como um passo efetivo nesta direção.

MD - Os 6º JMM consistem num preparo para os Jogos Olímpicos Rio 2016, a primeira olimpíada no continente sul-americano. Como você está se preparando para chegar lá?
Júlio Almeida: Tenho treinado diariamente e participado de muitas competições de alto nível no decorrer do ano de 2015, como as quatro Copas do Mundo e os Jogos Pan-americanos, entre outras.

MD - A maioria dos competidores teve a infância marcada por dificuldades. Sabemos que até atingir o mais elevado degrau esportivo passasse por muitos obstáculos. Como essas dificuldades foram superadas ou estão sendo ultrapassadas?
Júlio Almeida: Comecei a atirar com 17 anos, como cadete na Academia da Força Aérea. Minha infância foi a normal de um menino de classe média e não teve influência no meu esporte. As dificuldades sempre existiram e continuam a existir. O Brasil não tem uma boa estrutura para o treinamento do Tiro Esportivo e os atletas vão fazendo o melhor que podem com o que têm à disposição. Em alguns momentos pontuais houve um esforço maior das Forças Armadas para dar melhores condições aos atletas, como nos dois anos anteriores aos Jogos Mundiais Militares Rio 2011.

O resultado foram as medalhas conquistadas no mundial militar de 2010 e nos JMM de 2011. Eu procuro fazer o meu melhor com o que eu tenho à disposição, sem ficar lamentando muito o que eu poderia ter.

MD - Conte-nos como é o seu dia a dia de treinamento? As escolhas dos torneios? Os recordes batidos e aqueles que pretende superar.
Júlio Almeida: O dia a dia varia muito, então vou falar como será o meu treinamento a partir do dia 17 de agosto. A intenção é fazer dois treinos técnicos diários, das 08 às 11h30, e das 14 às 16h30, tudo na escola Naval. E atividade física das 18 às 19h30, em um clube perto de casa.

Os torneios que participei este ano foram escolhidos em conjunto com os técnicos e os demais atletas de pistola da Seleção Olímpica da Confederação Brasileira de Tiro Esportivo (CBTE). Então foram as quatro Copas do Mundo, os Jogos Pan-americanos e um torneio preparatório em Dortmund (Alemanha), além de algumas etapas do campeonato brasileiro.

Meu currículo de competições é extenso e consegui quebrar diversos recordes na minha carreira. Tenho os recordes sul-americanos de Fogo Central (589 pontos), Pistola Standard (580 pontos) e o da prova final de Pistola Livre (194 pontos). Ainda são meus os recordes brasileiros individuais de Fogo Central (593 pontos), Pistola Standard (582 pontos) e Pistola de Ar (590 pontos), além do recorde da prova final de Pistola Livre (194 pontos).

Também tenho o recorde individual das Forças Armadas de Fogo Central (594 pontos), e diversos recordes por equipe, das Américas, Sul-americanos e Nacionais. Eu nunca consegui superar um recorde quando entrei na prova pensando nisso. Eles sempre aconteceram espontaneamente. Por isso, estou sempre tentando superar minhas próprias marcas, mas gostaria de um dia superar o recorde brasileiro de Pistola Livre (568 pontos). Já fiz 567 pontos uma vez. É meu recorde pessoal nesta prova.

Ministério da Defesa.

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