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sábado, 8 de agosto de 2015

Moscou nega visto a adido militar da Alemanha


Recusa é interpretada como retaliação a uma medida semelhante adotada por Berlim contra militar russo. Relações teuto-russas se agravam desde a adoção europeia de sanções contra a Rússia, no contexto da crise na Ucrânia.

 As autoridades russas recusaram visto ao general de brigada alemão Gert Gawellek. Com a decisão, ele fica impossibilitado de assumir o posto de adido militar na embaixada da Alemanha em Moscou. Segundo a revista alemã Der Spiegel, não foi dada justificativa para a recusa. O Ministério do Exterior em Berlim não se manifestou sobre o episódio.

Fontes diplomáticas afirmam que a medida contra o general da Bundeswehr teria sido uma "retaliação", depois de o governo alemão impedir o ingresso no país de um militar russo que assumiria um posto na representação russa em Berlim. A justificativa foi o fato de o Departamento de Proteção da Constituição ter constatado, durante um controle de rotina, indícios de que o currículo do militar seria "não aceitável".

As relações entre Berlim e Moscou têm piorado desde o agravamento da crise na Ucrânia, no início de 2014. Na região de Donbas, no leste do país, forças pró-Moscou lutam pela independência em relação a Kiev. Em março, após conflitos violentos, a Rússia anexou a península da Crimeia, até então território ucraniano.

Assim como outras instâncias internacionais, a União Europeia parte do princípio de que as Forças Armadas russas estejam envolvidas nesses conflitos – acusação sempre rebatida pelo Kremlin. Em reação à anexação da Crimeia, vários países da UE, inclusive a Alemanha, decretaram sanções econômicas e diplomáticas contra a Rússia, que incluem a proibição do ingresso de determinadas personalidades russas nos países europeus.

Em novembro de 2014, autoridades russas exigiram que a diretora do departamento político da embaixada alemã deixasse Moscou. Antes, um diplomata russo tinha sido deportado da Alemanha por suspeita de espionagem.Deutsche

DW - Deutsche Welle.

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