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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Coreia do Norte confirma reativação de reator nuclear


A Coreia do Norte confirmou nesta terça-feira que reativou o reator nuclear de Yongbyon, considerado a principal fonte de plutônio de uso militar do país, um novo indício preocupante de suas intenções nucleares.

A confirmação do diretor do Instituto de Energia Atômica da Coreia do Norte (AEI) foi anunciada pouco depois das declarações do diretor da Agência Espacial Norte-Coreana sobre o lançamento em breve de um satélite, o que provocou especulações sobre o lançamento de um foguete de longo alcance.

As duas declarações pretendem elevar a tensão e incluir a Coreia do Norte na agenda da reunião entre Estados Unidos e China prevista para o fim de setembro, segundo os analistas.

Em uma entrevista à agência oficial KCNA, o diretor do AEI, que não teve o nome citado, afirmou que as instalações do complexo nuclear de Yongbyon "retomaram as operações normais".

O complexo inclui um reator de cinco megawatts capaz de produzir quase seis quilos de plutônio por ano, uma quantidade suficiente para uma bomba nuclear.

O reator de Yonbyon foi fechado em 2007 como parte de um acordo internacional de desarmamento em troca de ajuda, mas a Coreia do Norte iniciou obras de reforma após o último teste nuclear em 2013.

O diretor do Instituto afirmou que os cientistas norte-coreanos "melhoram constantemente" as instalações nucleares do país.

"Se os Estados Unidos e as outras forças hostis continuarem aplicando sua política hostil irresponsável, a Coreia do Norte está disposta a responder a qualquer momento com a arma nuclear", disse.

A advertência é mais um indício de que Pyongyang está considerando a possibilidade de lançar um foguete para comemorar o 70º aniversário da fundação do Partido dos Trabalhadores da Coreia (PTC) em 10 de outubro.

"O mundo verá claramente uma série de satélites, voando ao céu nos momentos e locais determinados pelo Comitê Central do PTC", afirmou o diretor da Administração Nacional de Desenvolvimento Aeroespacial da Coreia do Norte.

O Norte insiste que os lançamentos de foguetes têm o objetivo de colocar em órbita satélites de uso civil, mas Washington e seus aliados os consideram testes dissimulados de mísseis balísticos.

A China protegeu a Coreia do Norte de sanções mais duras por seus testes nucleares nos últimos anos, mas se mostra cada vez mais impaciente com o comportamento provocador de seu aliado.

A visita do presidente chinês Xi Jinping aos Estados Unidos no fim de setembro influencia as recentes declarações do governo da Coreia do Norte, segundo analistas.

"Pyongyang deseja que a Coreia do Norte apareça como tema prioritário na agenda das conversações de Xi com o presidente Obama", afirma Koh Yu-Hwan, especialista em Coreia do Norte na Universidade Dongguk de Seul.

O lançamento do foguete Unha-3 em 2012 foi punido com novas sanções e agravou a tensão militar, que três meses depois resultou no terceiro teste nuclear da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul advertiu nesta terça-feira que um lançamento de satélite pela Coreia do Norte seria considerado, assim como um teste de míssil balístico, uma provocação "grave" que violaria as resoluções da ONU.

"Qualquer lançamento de foguete pela Coreia do Norte é um ato grave de provocação", declarou o porta-voz do ministério sul-coreano da Defesa, Kim Min-seok.

Seul afirma que não hesitará em pressionar o Conselho de Segurança da ONU para "uma resposta rápida e eficaz".

Ao mesmo tempo, o ministério sul-coreano destacou não ter observado nenhuma atividade que sugira o lançamento iminente de um foguete.

Imagens por satélite recentes mostram que a Coreia do Norte modernizou o seu principal complexo de lançamento de satélites em Sohae.

Analistas do Instituto EUA-Coreia do Sul da Universidade Johns Hopkins acreditam que o complexo de Sohae pode receber atualmente foguetes de 50 metros, 70% maiores que o Unha-3 lançado pelo Norte em dezembro de 2012.

O Unha-3 é considerado um protótipo de míssil balístico intercontinental (ICBM).

AFP via Info

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