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domingo, 20 de setembro de 2015

Nova tecnologia é usada em radares de defesa aérea

Originalmente, TPS-34 era empregado na Amazônia.

O Esquadrão Mangrulho (4°/1° GCC) tem agora uma nova tecnologia para suas missões de apoio às atividades aéreas. O Grupo de Comunicações e Controle, sediado na Base Aérea de Santa Maria (BASM), iniciou os exercícios com um radar TPS-B34 modernizado. O equipamento, originalmente empregado na Amazônia, recebeu atualizações no processador de dados e no sistema de refrigeração da antena. As mudanças de hardware e de software vão aumentar as capacidades em um ambiente de guerra eletrônica.

“Essa capacidade de guerra eletrônica é a mesma que os Estados Unidos têm”, ressalta o Comandante do Esquadrão Mangrulho, Major Luiz Fernando Ferraz. O radar agora tem maior capacidade de se defender de ataques eletrônicos, isto é, o equipamento poderá localizar aeronaves mesmo se elas utilizarem táticas de guerra eletrônica, como emissões eletromagnéticas para “cegar” a antena.

“Houve uma grande dedicação pessoal dos nossos militares. Estamos participando de aulas em conjunto com o Esquadrão Centauro (3°/10° GAV) e temos feito cursos para adquirir conhecimento”, explica o Major Ferraz. Além do novo radar, a unidade também recebeu um simulador de guerra eletrônica.

Iniciado em outubro de 2014, o processo de modernização envolverá seis radares e será finalizado em 30 meses. O investimento é de U$$ 18,5 milhões, pagos à empresa norte-americana Lockheed Martin. Por outro lado, a companhia terá que desenvolver 12 projetos de compensações (offset) para a indústria nacional e o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

O radar do Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Guajará-Mirim (DTCEA-GM), em Rondônia na fronteira com a Bolívia, está entre os seis previstos no projeto. A modernização foi concluída em 05 de setembro. Em Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre na fronteira com o Peru, o radar local foi elevado em 12 metros de altura.

Com uma antena de 45 metros quadrados que gira entre 6 e 12 vezes por minuto, os radares TPS-B34 têm alcance de 470 quilômetros. O conjunto que envolve a antena, o sistema mecânico, a estação de controle e equipamentos eletrônicos de apoio, pode ser transportado a bordo de aeronaves.

Interceptação a baixa altura - O primeiro controle de interceptação com o radar TPS-B34B modernizado foi realizado no dia 25 de junho pelo Esquadrão Mangrulho. Um C-98 Caravan da Base Aérea de Santa Maria, proveniente de Cacequi (RS), foi interceptado por um H-60 Black Hawk, do Esquadrão Pantera (5°/8° GAV), quando assumia uma rota em direção à Base.

Após ser vetorado pelo controle de solo até a aeronave a ser interceptada, o H-60 realizou as medidas de policiamento do espaço aéreo de reconhecimento a distância, interrogação, mudança de rota e pouso obrigatório. Em solo, militares do Esquadrão Mangrulho puderam comparar o desempenho do novo radar com os dados repassados pelo Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA 2), de Curitiba (PR).

Ainda em fase de homologação, o radar impressionou a equipe de solo. “Uma interceptação com helicóptero geralmente é difícil de detectar a baixa altura. Com esse radar, melhora a detecção e o acompanhamento dos alvos”, explica o Major Ferraz. Segundo ele, a unidade, que também opera equipamentos como datalink e telesat, está preparada para se deslocar e cumprir suas missões em qualquer parte do País.

Agência Força Aérea.

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