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terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Sucatão encalha. Não apareceram interessados no leilão


A aeronave que transportou presidentes da República a partir de 1986 estava à venda pelo lance mínimo de R$ 320 mil, mas não apareceram interessados

O Boeing 707 da FAB (Força Aérea Brasileira) que atendia a Presidência da República, colocado à leilão na última quinta-feira (27) não foi arrematado. O Sucatão, como ficou conhecido por vários anos, permanece no Parque de Material Aeronáutico do Galeão, no Rio de Janeiro. A aeronave estava sendo vendida pelo lance mínimo de R$ 320 mil, mas, aparentemente, não teve interessados. A Aeronáutica não confirmou os motivos de não haver compradores.

O Sucatão atendia a Presidência da República desde 1986, quando a FAB comprou quatro modelos da extinta empresa aérea Varig, entre 1986 e 1987. Havia dois aparelhos atendendo ao Palácio do Planalto, sendo um deles exclusivo do chefe da Nação. O outro servia para deslocamento de equipes percussoras. A aeronave foi substituída pelo Airbus VC-1A, o chamado Aerolula, pois fora adquirido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2013.

O avião que estava à leilão pertencia ao 2º Esquadrão do Grupo de Transportes, o conhecido Esquadrão Corsário. E foi desativado em 2013, sendo que uma de suas últimas viagens foi para transportar tropas brasileiras para a Missão de Paz no Haiti. Em um desses deslocamentos, o aparelho apresentou problemas em uma das turbinas. Mas não foi o único incidente envolvendo o Sucatão. Em outras ocasiões, os passageiros eram o próprio presidente da República e seu vice.

Apuros

Conhecido dentro da Aeronáutica como KC-137, o Sucatão já havia apresentado problemas em uma viagem do então presidente Lula a Cabo Verde. Ele teve que retornar no Sucatinha, a aeronave percussora. Depois disso, Lula decidiu comprar o novo avião. Antes dele, o ex-vice-presidente Marco Maciel havia passado apuros em um deslocamento para a China, quando uma das turbinas pegou fogo.

Segundo a FAB, um dos motivos da venda do Sucatão foi o alto custo de sua manutenção, o consumo excessivo de combustível e o barulho, acima dos padrões internacionais, principalmente na Europa. Em algumas ocasiões, o Palácio do Planalto foi obrigado a fretar aeronaves de empresas privadas para a realização das viagens presidenciais para vários países. Nos últimos tempos, antes de ser aposentado, o Sucatão era usado para abastecer outros aviões da força, transporte de tropas e de carga.

No site da empresa encarregada pela venda do Sucatão consta que o avião não foi negociado. A reportagem do Fato Online telefonou para a empresa, mas ninguém atendeu as ligações. A Aeronáutica ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Fato Online

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