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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Ponte de Sor vai ter fábrica de drones

Ricardo Mendes, administrador da Tekever, mostra um dos drones que a empresa fabrica
Mike Sergeant
Tekever instala polo aeroespacial que vai criar 60 empregos qualificados no Alentejo. 
 
A tecnológica portuguesa Tekever vai investir €5 milhões na criação de um centro de desenvolvimento, produção e testes de produtos na área do aeroespacial em Ponte de Sor. O projeto, que está a ser feito em colaboração com o município da cidade alentejana, vai permitir a criação de 60 postos de trabalho no prazo de um ano. As instalações já foram edificadas no Aeródromo de Ponte de Sor (área coberta de 3 mil metros quadrados) e a produção deverá ter início em meados de 2016, em grande parte para exportação.

“Vamos fabricar em Ponte de Sor os modelos de drones (aviões não tripulados) de maior dimensão e desenvolver os sistemas de informação que os controlam”, refere Ricardo Mendes, administrador da Tekever. Uma das primeiras aeronaves a ser produzida será o AR5, um drone de grande envergadura (4,8 metros e 150 kg de peso) para ser usado no patrulhamento marítimo de médio e longo alcance (tem uma autonomia até 12 horas de voo).

“O AR5 está vocacionado para operações de busca e salvamento, vigilância e patrulha marítima e deteção de poluição”, refere Ricardo Mendes. Será uma das peças fundamentais do projeto europeu Rapsody, que é liderado pela Tekever, e que tem como objetivo assegurar a vigilância marítima nos países da União Europeia no Atlântico Norte e Mediterrâneo, no âmbito de um consórcio criado pela Agência Europeia de Segurança Marítima e Agência Espacial Europeia. Além do mercado comunitário, o responsável da Tekever diz ter expectativas de vender aviões não tripulados na América do Sul, África, Médio Oriente e Sudoeste asiático.

VIGILANTE.O drone AR5 Evolution tem grande envergadura (4,5 metros), autonomia entre 8 e 12 horas e pode levar até 50 kg de carga (foto ao lado). Está preparado para ser usado em missões de patrulhamento marítimo de média e longa distância. Custa entre €500 mil e €1 milhão
FOTO Tekever
A escolha de Ponte de Sor, segundo Ricardo Mendes, deve-se ao facto de existir nesta cidade um cluster aeronáutico e aeroespacial (ver artigo em baixo) em crescimento, boas condições meteorológicas e espaço aéreo não saturado.

Além do investimento em Ponte de Sor, a tecnológica portuguesa irá manter a fábrica de drones já em produção em Óbidos, que continuará a estar vocacionada para aeronaves de menor dimensão. “Queremos ter flexibilidade e capacidade de resposta porque competimos com grandes fabricantes mundiais de drones”, sublinha o administrador da Tekever.
80% para exportação

Além das áreas de aeronáutica e espaço, a Tekever dedica-se ao desenvolvimento de produtos para as áreas de defesa e segurança e tem apostado no desenvolvimento de software empresarial na área da mobilidade. Com um volume de negócios anual de aproximadamente €20 milhões em 2014, a empresa dedicou parte significativa deste montante (25%) à área de investigação e desenvolvimento.

Neste âmbito, a empresa está envolvida numa dezena de projetos de inovação financiados por Bruxelas que implicam um investimento de €30 milhões.

Perto de 80% do volume de negócios da empresa resulta dos mercados externos através dos escritórios no Reino Unido, Brasil, Estados Unidos e China. Recentemente a Tekever assinou um protocolo com o Centro de Engenharia de Microssatélites de Xangai para desenvolver tecnologias de pequenos satélites.

Criada em 2001 por jovens engenheiros formados no Instituto Superior Técnico, a Tekever continua a ser detida na totalidade pelos seus sócios fundadores.


JORNAL EXPRESSO.

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