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sábado, 3 de outubro de 2015

Aldo Rebelo assume quarto ministério nos governos Lula e Dilma

Ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo já foi ministro de Relações Institucionais, Esportes e Ciência e Tecnologia. (Foto: Reprodução/TV Tribuna)

Ele ficou 10 meses em Ciência e Tecnologia e comandou Esporte na Copa. Comunista foi ministro de Relações Institucionais de Lula entre 2004 e 2005.

Depois de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) passar 10 meses no comando do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Ministério da Defesa será a quarta pasta sob a chefia do alagoano no governo do PT. Ao longo de todo o primeiro mandato de Dilma Rousseff, Aldo chefiou o Esporte. Antes, no governo Lula, ele havia sido ministro de Relações Institucionais, entre 2004 e 2005.

A troca de pasta de Aldo, desta vez, foi motivada pela ida de Jaques Wagner para a Casa Civil, no lugar de Aloizio Mercadante. Embora comunista e apesar de o PCdoB ter sido alvo das forças de segurança durante a ditadura (1964-1988), Aldo tem trânsito no meio militar devido ao discurso nacionalista, que agrada a membros das Forças Armadas.

Eleito seis vezes deputado federal por São Paulo, ele foi líder do PCdoB e do governo Lula na Câmara. Elegeu-se presidente da Casa após deixar as Relações Institucionais, em 2005, e ocupou o posto até 2007.

Como deputado, foi autor de propostas polêmicas, como o projeto que proíbe a utilização de palavras estrangeiras e o que propõe transformar o dia 31 de outubro no Dia Nacional do Saci-Pererê, em substituição à festa norte-americana de Halloween. Ele também se destacou no Parlamento ao relatar, em 2009, o Código Florestal Brasileiro e, em 2005, a Lei de Biossegurança.

Antes, em 2001, Aldo foi presidente da CPI da CBF/Nike, que investigou, entre outras suspeitas, contratos da CBF com a Nike e com a multinacional AmBev, além de políticos que teriam recebido doações da CBF para apoiar lobby das empresas.

Torcedor do Palmeiras, foi indicado para chefiar o Esporte em outubro de 2011, substituindo Orlando Silva no comando da pasta. No período em que esteve à frente do ministério, coordenou as obras públicas federais da Copa do Mundo e os preparativos para Os Jogos Olímpicos de 2016, que serão sediados no Rio.

Em 2013, chegou a afirmar que deixaria o comando da pasta para concorrer ao governo de São Paulo, mas desistiu da ideia a pedido da presidente Dilma, que desejava que Aldo continuasse à frente das ações relacionadas à Copa do Mundo.

Polêmicas

No Esporte, envolveu-se em polêmicas após dar declarações sobre a segurança no Brasil e o atraso nas obras dos estádios para a Copa. Em uma entrevista coletiva, afirmou que nunca havia sido furtado em aeroportos brasileiros, mas que havia sido em Paris. Ele também criticou a segurança em outros países da Europa ao afirmar que, no Brasil, a violência é de cunho social e que, na Europa, uma "bolsa largada causa pânico", referindo-se ao terrorismo.

Na juventude, Aldo foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e criou a União da Juventude Socialista, vinculada ao PC do B. Ele se filiou ao partido em 1977.

G1

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