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quarta-feira, 14 de outubro de 2015

CONCLUÍDO O MODELO TÉRMICO DO SATÉLITE AMAZÔNIA-1


Brasília, 13 de outubro de 2015 – O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), concluiu o modelo térmico do satélite Amazônia-1. Destinado ao monitoramento de recursos naturais, o satélite é o primeiro construído a partir da Plataforma Multimissão (PMM), estrutura inovadora desenvolvida pela instituição, capaz de se adaptar aos propósitos de diferentes missões e, assim, reduzir custos de projetos espaciais.

Os ensaios térmicos ocorrem nos próximos dois meses no Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Inpe. Durante os testes, são simuladas as condições em órbita enfrentadas pelo satélite, exposto a temperaturas extremas e radiação espacial.

“As partes mais expostas do satélite enfrentarão temperatura próxima de -80ºC no período de eclipse e +80ºC no período iluminado. Uma importante etapa do desenvolvimento de um satélite é demonstrar que suas temperaturas são mantidas dentro dos limites especificados, garantindo seu funcionamento. Para isso, construímos um modelo representativo para passar por ciclos de teste que visam a qualificar o Subsistema de Controle Térmico”, explica Adenilson Roberto da Silva, coordenador do Programa de Satélites baseados na PMM.

O modelo térmico do primeiro satélite nacional de observação terrestre será colocado na câmara vácuo-térmica do LIT para a simulação, em várias etapas, das condições limites do ambiente térmico previstas em órbita terrestre.

O controle térmico do Amazônia-1 foi projetado por técnicos da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial (ETE) do Inpe. Após o Teste de Balanço Térmico, para qualificar o Subsistema de Controle Térmico, começam os preparativos para a integração e testes do modelo elétrico, que visa a verificar e validar as funcionalidade e interfaces entre os subsistemas. Depois disso, será integrado e testado o modelo de voo do Amazônia-1.

Qualificação - Durante o processo de desenvolvimento, o projeto do satélite se tornou mais complexo pela introdução de novas técnicas e dispositivos. A utilização de mantas isolantes multicamadas foi intensiva e exigiu o aprimoramento do projeto e dos procedimentos de fabricação e implementação.

Um satélite exige a instalação de aquecedores em seus componentes mais sensíveis, como as baterias, elementos do sistema de propulsão e equipamentos da carga útil. Os aquecedores são controlados, em malha fechada, por um software instalado no computador de bordo.

Tintas, fitas de controle térmico, isolantes e acopladores condutivos e materiais de interface (folhas de índio e mantas a base de silicone) completam o arsenal utilizado para manter a temperatura de todos os componentes do satélite dentro de seus limites operacionais, quando em órbita terrestre.

O Modelo Térmico foi construído a partir do Modelo Estrutural, já qualificado por testes mecânicos que simularam condições de vibração e de acústica. Para qualificar a estrutura mecânica, foram dimensionadas e caracterizadas as cargas que o satélite experimentará no lançamento.

Para os testes térmicos, os equipamentos eletrônicos, antes representados por “dummies” estruturais, foram adaptados para serem “dummies” térmicos. “Todos os elementos de controle térmico foram instalados conforme estabelecido no projeto, de forma a representar fielmente as funcionalidades térmicas do satélite”, conclui Issamu Muraoka, engenheiro responsável pela arquitetura térmica do Amazônia-1.

INPE

Foto: Divulgação/Inpe – Modelo térmico do Amazonas-1em testes no LIT

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