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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Militares treinam resgate em embarcação com helicóptero H-36 Caracal

Esquadrão Falcão treina resgate embarcado no Pará.

Uma das maiores complexidades desse tipo de operação é a total sincronia entre as tripulações envolvidas.

O Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) participou do treinamento de resgate em embarcação, com apoio da Marinha do Brasil, de 9 a 14 de novembro, na Baía do Marajó no Pará. Pela primeira vez, as aeronaves H-36 Caracal foram empregadas para fazer resgate na modalidade denominada “Convés”. A técnica consiste em içar a vítima da embarcação para a aeronave por meio de cabo ligado à aeronave.

Resgates dessa natureza são realizados quando, por exemplo, uma vítima necessita ser removida com urgência - sendo o fator tempo/distância crucial para o salvamento de sua vida - já que o transporte por aeronave é mais rápido.

Segundo o Chefe da Subseção de Doutrina do Esquadrão Falcão, Capitão Izan Ribeiro de Alencar, a capacidade operacional do H-36 Caracal amplia ainda mais o leque de possibilidades de realização de resgates para a Força Aérea Brasileira. “Esse treinamento permite que façamos resgate de um maior número de vítimas e cargas a partir de qualquer tipo de embarcação, com maior segurança, independente da hora do dia ou da noite”, ressalta.

A atividade exigiu preparo teórico e técnico antes dos treinamentos. Para o Cabo Marcos Aurélio Gonçalves Ferreira, homem de resgate (SAR) do Esquadrão Falcão, a total confiança e sincronia entre a tripulação foi necessária para garantir a segurança da operação. “A nossa vida está nas mãos do Operador de Equipamentos, sendo necessária muita atenção na operação com o guincho. Há muitos obstáculos grandes na embarcação e o ponto de resgate (pick up) é muito apertado”, explicou.

O militar ainda destacou, ainda, os desafios desse tipo de resgate. “É diferente de um içamento na terra ou de homem ao mar, pois enquanto a embarcação navega, o helicóptero tem de acompanhar, e faz as correções para infiltrar o homem SAR no ponto”, disse.

O Capitão de Corveta Luciano da Silva Teixeira, Comandante do Navio Patrulha Bracuí, afirma que, para a Marinha do Brasil, esse exercício traz um ganho operacional muito positivo. “Caso venha a ocorrer um acidente a bordo e que o acidentado venha a ser resgatado por evacuação aeromédica, todos da Equipe de Manobra e Crache (EQMAN) e da tripulação do navio saberão como proceder”, explica.

O militar ressalta ainda que a realização de resgates desse tipo é importante para que a sociedade saiba que pode contar com as Forças Armadas equipadas e treinadas para apoiar a retirada rápida de vítimas de acidentes em embarcações. “A nação brasileira pode se sentir mais segura, pois tem as Forças Armadas que zelam pela segurança da navegação e salvaguarda da vida humana nos mares, rios ou lagos”, conclui.

1°/8° GAV/Base Naval de Val-de-Cães

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