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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Depois de 29 anos e 48 mil horas de voo, helicóptero H-34 faz último voo no RJ

Esquadrão Puma aposenta helicóptero H-34.

Aeronave do Esquadrão Puma foi empregada em resgate de vítimas de enchentes e também no transporte do Papa Francisco


“Uma missã o que me marcou muito foi a enchente em Santa Catarina em 2008, quando todo o Vale do Itajaí estava embaixo d’água. Nós transportamos cerca de cem pessoas por dia durante quase um mês”. O depoimento é do Major Aviador Aislan Brum Cursi, piloto e chefe da seção de operações do Esquadrão Puma (3°/8° GAV). A unidade localizada no Rio de Janeiro (RJ) se despediu na última sexta-feira (27/11) da aeronave em questão: o H-34 Super Puma.


Com capacidade para 27 tripulantes e cerca de quatro toneladas de carga útil, o helicóptero H-34 Super Puma ficou 29 anos em operação nessa unidade aérea, onde cumpriu mais de 48 mil horas de voo em diversas missões. Entre elas, o transporte dos Papas Bento XVI e Francisco, de comitivas presidenciais, de pessoas desabrigadas e a realização de evacuações aeromédicas. Mais recentemente, em novembro, a aeronave ajudou a combater o incêndio na Chapada Diamantina, na Bahia.


“O H-34 é um helicóptero de porte médio, o que possibilita uma capacidade grande de transporte de carga e de pessoas. E isso facilita o emprego do helicóptero em um País grande como é o nosso. Isso é um diferencial que a aeronave tem”, destacou o Major Cursi, que possui mais de 2.500 horas de voo no H-34.


Nova aeronave - Agora o 3°/8° GAV vive um momento de mudança. O esquadrão substitui a antiga aeronave pelo helicóptero H-36 Caracal. Mais moderno, o H-36 tem o diferencial de cumprir também à noite as mesmas missões do H-34. O helicóptero possui, ainda, um sistema automático de controle de voo, o que confere mais possibilidades para a aeronave, como facilidade de navegação durante o mau tempo.

Segundo o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Eduardo Barrios, a periodicidade de manutenção da nova aeronave é mais espaçada, o que permite maior disponibilidade do H-36 Caracal. “Com isso, o H-36 está mais tempo disponível para atender a nossa sociedade em qualquer momento de calamidade pública ou de um acidente aéreo. Então, nós temos mais capacidade de dar uma maior pronta-resposta”, ressaltou.


Treinamento - Há dois anos, pilotos e mantenedores têm realizado treinamentos para realizar a transição para a nova aeronave. Os exercícios ocorrem em Belém (PA), onde está localizado o Esquadrão Falcão (que também opera o H-36 Caracal), na sede da Helibrás (fabricante da aeronave) - em Itajubá (MG), em Brasília (DF) e também no Rio de Janeiro.

No curso, o Tenente Ramatis Garcia, aprendeu a parte teórica e prática do novo helicóptero. “Assim nós temos uma noção maior do que vai acontecer nessa nova fase. E em pouco tempo, todo o esquadrão vai estar operacional para conseguir fazer, por exemplo, uma missão noturna de resgate em alto mar”, destacou.

Fonte: 3°/8° GAV

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