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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

EUA e Europa mantêm domínio na venda mundial de armas

Rússia e Ásia subiram nas vendas.
Por Lusa

Os fabricantes de armas da América do Norte e Europa Ocidental dominaram a venda de armas em 2014, mas a quota de mercado baixou em comparação com aumentos verificados na Rússia e Ásia, foi hoje divulgado.

Lusa

De acordo com um relatório do Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), as vendas das cem maiores empresas produtoras de armas e serviços militares baixou 1,5 por cento desde 2013, para fixar-se nos 364 biliões de euros.

Segundo o SIPRI, o valor das vendas está em queda pelo quarto ano consecutivo, embora surjam aumentos noutras partes do mundo.

As empresas do setor com base nos Estados Unidos e na Europa Ocidental continuam a dominar o "top 100" das vendas, com 80 por cento do mercado total.

Em primeiro lugar está a norte-americana Lockheed Martin, cujas vendas aumentaram 3,9% para se fixarem nos 34,1 biliões de euros em 2014.

Contudo, as vendas diminuíram 3,2% entre 2013 e 2014, o que na Europa Ocidental é explicado pela diminuição da procura, segundo o SIPRI: "É mais fácil cortar nas despesas com armamento do que cortar nos salários", afirma Siemon Wezeman, um investigador sénior naquele organismo sueco.

Em contrapartida, as 36 empresas que representam o resto do mundo na lista registaram uma subida de 25%, resultante em grande parte de um aumento de 50 por cento nas vendas de armas na Rússia.

"As empresas russas estão a aproveitar a onda do aumento nacional de compras e exportação de armas", disse Siemon Wezeman.

A empresa russa que obteve vendas mais elevadas foi a Almaz-Antey, conquistando o 11.º lugar, num valor de oito biliões de euros.

Esta empresa fabricou o míssil BUK que foi usado alegadamente para abater o avião comercial da Malaysia Airlines Boeing 777 em julho de 2014, que sobrevoava a Ucrânia.

Grande parte da produção de armas na Rússia é usada pelas forças armadas do país, mas também vai para clientes noutras partes do mundo, incluindo a índia e a China.

O SIPRI também refere que, ao fim de cinco anos de guerra no país, a Síria deixou de ser um cliente importante para a Rússia: "Os russos dizem basicamente que só entregam armas se forem pagas, e de contrário não o fazem".

Na lista há ainda fabricantes emergentes como a ASELSAN, que aumentou as vendas em 5,6% no ano passado, mas desceu no ranking do 66.º para o 73.º lugar, e a Turkish Aerospace Industry (TAI), que entrou para o 89.º lugar da lista, com um aumento das vendas de 15,1%.

Empresas da Coreia do Sul também aumentaram as vendas em 2014, com uma subida de 10,5% comparado com o ano anterior.

Um total de 15 companhias asiáticas, excluindo as chinesas, também entrou pela primeira vez nesta lista dos cem maiores produtores de armas do mundo.

O SIPRI não inclui a China na lista, justificando que não existem dados suficientemente fiáveis para a avaliação.

Correio da Manha 

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