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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Brasil deve atuar em desarmamento na Colômbia para acordo com Farc

Colômbia quer a colaboração do Brasil para acordo de paz com integrantes das Farc.
Tema deve ser abordado na cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), na próxima quarta-feira (27), no Equador, com participação da presidente Dilma Rousseff

FOLHAPRESS

O governo brasileiro reforçou nesta quinta-feira (21) sua oferta de ajuda à Colômbia na questão do desarmamento para a implementação do acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

O tema deve ser abordado na cúpula da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), na próxima quarta-feira (27), no Equador, com participação da presidente Dilma Rousseff. A Colômbia quer a colaboração dos países do bloco para pôr em prática a trégua permanente com a guerrilha.

O Brasil se dispõe a atuar no trabalho de identificação e destruição de explosivos. "Haverá provavelmente a necessidade de verificação de desarmamento, o que requer tropas policiais em condições de fazer isso", disse nesta quinta-feira (21) o embaixador Paulo Estivallet de Mesquita, responsável pela área de América do Sul, Central e Caribe no Itamaraty.

Em 2014, o Exército brasileiro enviou um militar a Bogotá para treinar oficiais colombianos a identificar e desarmar minas terrestres instaladas ao longo do confronto, que dura mais de 50 anos.

Em outubro do ano passado, em visita à Colômbia, Dilma já havia mencionado a possibilidade de ajuda nessa área, além de contribuição em programas de agricultura familiar e merenda escolar.

Segundo o embaixador Mesquita, "eles [colombianos] acham que [os programas] seriam úteis e se adequam às demandas desses territórios que voltam ao controle do governo colombiano".

O diplomata afirmou que outro aspecto a ser abordado no encontro, que deve reunir comandantes de 33 países, é a importância de aumentar o comércio da América Latina.

"Estamos na passagem de um ciclo em que, durante muito tempo, nossas economias tiveram suas exportações muito voltadas para a Ásia e direcionadas por demanda por commodities. Esse ciclo aparentemente acabou", avalia.

Para Estivallet, o cenário traz uma "percepção clara" da necessidade de buscar outras fontes de comércio.

Ele negou, entretanto, que a situação na Venezuela seja um tema da pauta do encontro. "É sempre possível que no encontro de presidentes o tema seja suscitado. Mas não me parece evidente."

EQUADOR

Antes da cúpula da Celac, a presidente Dilma terá reunião de trabalho com o presidente do Equador, Rafael Correa. Ela retorna no dia seguinte, após o encontro dos chefes de Estado e de governo dos países.

O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) ainda permanece no país para participar de reunião de chanceleres da Unasul (União das Nações Sul-Americanas).

Questionado sobre a crise diplomática entre o Brasil e o país vizinho, em 2008, o embaixador Paulo Estivallet afirmou que o assunto está "superado".

O impasse foi motivado por uma dívida do Equador com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que financiou obra de hidrelétrica do país realizada pela Odebrecht.

"Tanto está superado que a Odebrecht foi selecionada recentemente para realizar a obra do metrô de Quito, que é uma obra importante, em parceria com uma empresa espanhola", disse. "O desconforto de vários anos atrás foi superado."


O Tempo  

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