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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A ilha sueca onde a Guerra Fria está renascendo

Paul Adams
BBC News

Para um país que tem longa tradição de neutralidade e não participa de uma guerra desde 1814, trata-se de uma novidade e tanto.

Tenente-coronel Stefan Pettersson sonhava em voltar a Gotland como comandante.
Quase 25 anos depois da dissolução da União Soviética, uma ilha da Suécia está em meio a tensões que fazem lembrar o período da Guerra Fria.

No passado, Gotland, chegou a ter entre 15 mil e 10 mil soldados. Hoje, com o aumento recente das tensões entre a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e Moscou, o exército sueco voltou a mandar soldados para a ilha, situada no Mar Báltico.

Espera-se que a nova unidade militar esteja operacional em 2017. Terá 300 soldados, ou seja, bem menos do que na época da Guerra Fria, mas o governo sueco diz poder aumentar esse número rapidamente. Tudo para certificar que o país não será pego de surpresa diante da "imprevisibilidade" dos russos.

No comando das forças em Gotland está um antigo soldado – hoje oficial – que serviu ali no período sob a ameaça da União Soviética.

"Sempre sonhei em voltar para cá como oficial", revela à BBC o tenente-coronel Stefan Pettersson. "Há a Otan de um lado e a Rússia do outro. E Gotland está no meio", observa ele, a respeito da atmosfera "mais tensa" no Báltico.

Imprevisível

Em 2014, a Suécia praticamente parou diante de relatos de que um submarino russo rondava as águas do arquipélago pertencente a Estocolmo.

"Constatamos que há mais exercícios, mais atividade militar no mar Báltico", disse à BBC o ministro da Defesa sueco, Peter Hultqvist.

Vladimir Putin vistoria navios no mar Báltico: atividade russa na região preocupa suecos
Ninguém na Suécia crê que a Rússia lançaria um ataque sem provocação a um país que não pertenceu à União Soviética. O problema é que as decisões de Moscou são difíceis de prever.

"Antevimos que haveria uma anexação na Crimeia? Percebemos que os russos estavam muito próximos de uma ofensiva na Ucrânia?", questiona Michael Byden, comandante supremo das Forças Armadas suecas.

Analistas dizem acreditar que o comportamento da Rússia tem mais a ver com assegurar o respaldo interno ao presidente Vladimir Putin do que ameaçar a Suécia.

Qualquer que seja a lógica, o resultado no lado sueco foi claro: aumentar o gasto em defesa. E incentivar o debate sobre a Suécia dever ou não integrar a Otan.

Pesquisas de opinião de 2015 mostram que pela primeira vez quase metade dos suecos aprovam a adesão. Em 2012, apenas um em cada cinco queria o país fizesse parte da organização.


BBC - Brasil   

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