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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Cessar-fogo na Síria sob ameaça

Ditador sírio diz não acreditar na implementação da trégua, com início marcado para os próximos dias. Rússia nega envolvimento nos ataques a hospitais e escolas que, segundo a ONU, mataram mais de 50 pessoas.

As esperanças de um cessar-fogo na Síria diminuíram nesta terça-feira (16/02), a três dias da data marcada para o início da trégua estabelecida na semana passada em Munique num encontro entre Rússia e Estados Unidos e países como Alemanha, França, Líbano, Reino Unido, Turquia e Arábia Saudita.

O ditador sírio, Bashar al-Assad, afirmou que dificilmente o cessar0fogo poderá ser implementado até a sexta-feira.

"O início da trégua não significa que as partes envolvidas deixarão de utilizar armamentos", afirmou Assad. "Um cessar-fogo deveria significar que os terroristas seriam impedidos de reforçar suas posições. O transporte de armas, equipamentos, terroristas ou o reforço de suas posições deve ser proibido."

As Nações Unidas confirmaram que o número de mortos após a série de ataques aéreos a hospitais e escolas em Idlib e Azaz na segunda-feira seria de 50. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou que os bombardeios violaram leis internacionais e "lançaram uma sombra" sobre os esforços para pôr fim à guerra na Síria, que já dura cinco anos.

Rússia nega envolvimento

A organização Observatório Sírios dos Direitos Humanos acusa a Rússia de estar por trás dos ataques, com base na localização onde os bombardeios ocorreram, nos padrões de voo e no tipo das aeronaves utilizadas. Moscou, porém, nega qualquer envolvimento.

O porta-voz do Kremlin Dmitri Peskov afirmou nesta terça-feira as acusações são infundadas. "Mais uma vez, rejeitamos categoricamente e não aceitamos essas declarações", afirmou, ao ser indagado se aviões russos teriam bombardeado hospitais na Síria, inclusive um administrado pela organização Médicos sem Fronteiras (MSF).

Peskov reiterou que os acusadores não possuem provas do envolvimento russo no ataque, e acrescentou que Moscou prefere confiar nas "fontes em primeira mão", nesse caso, o próprio governo sírio.

Na segunda-feira, o embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, responsabilizou os Estados Unidos pelo ocorrido. "O hospital foi, na verdade, destruído pela Força Aérea americana. A Força Aérea russa não teve nenhum envolvimento", declarou.


Deutsche Welle    

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