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quarta-feira, 2 de março de 2016

ONU endurece sanções à Coreia do Norte

Pacote aprovado por unanimidade é o pior regime de sanções que as Nações Unidas impõem ao país em 20 anos. Medidas preveem inspeções de cargas e visam impedir transferência de itens que possam ter fins militares.

O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade nesta quarta-feira (02/03) sanções mais duras à Coreia do Norte, em reação aos recentes testes nucleares realizados por Pyongyang.

A resolução apresentada pelos Estados Unidos e apoiada pela China, o único aliado do regime do ditador Kim Jong-un no Conselho de Segurança, estabelece o pior regime de sanções que as Nações Unidas impõem à Coreia do Norte em 20 anos.

"A comunidade internacional, falando em uma só voz, envia a Pyongyang uma mensagem simples: a Coreia do Norte tem de abandonar esses programas perigosos e escolher um caminho melhor para o seu povo", afirmou o presidente dos EUA, Barack Obama.

A resolução prevê que todos os países-membros da ONU conduzam inspeções obrigatórias de cargas provenientes da ou destinadas à Coreia do Norte, em busca de bens ilegais, e proíbam a entrada de navios e aviões suspeitos em seu território.

A proposta visa impedir a transferência para a Coreia do Norte de qualquer item que possa contribuir diretamente para as capacidades operacionais das Forças Armadas norte-coreanas, como caminhões que possam ser modificados para fins militares.

O pacote estabelece ainda a proibição de exportações de carvão, ferro, minério de ferro, ouro, titânio e minerais raros para a Coreia do Norte, bem como de combustível destinado à aviação ou usado em foguetes. Fica proibida também a venda de armas de pequeno calibre e de armas leves.

As sanções estabelecem também a expulsão, pelos países membros da ONU, de diplomatas norte-coreanos envolvidos em contrabando e atividades ilegais.

No setor bancário e financeiro, os países devem congelar os ativos de empresas e outras entidades que tenham ligações com o programa nuclear e de mísseis norte-coreano.

O pacote também acrescenta 16 pessoas, 12 entidades (incluindo a Agência Nacional de Desenvolvimento Aeroespacial, responsável pelo lançamento de um foguete em fevereiro) e 31 navios da empresa norte-coreana Ocean Maritime Management Company à lista de sanções. Isso significa que elas terão patrimônio no exterior congelado e, no caso de pessoas, proibição de viajar ao exterior.

As sanções anteriores à elite do regime também foram endurecidas, com a proibição de exportação para o país de bens de luxo, como relógios, equipamentos esportivos e embarcações navais.

A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Powel, disse que as medidas visam cortar o acesso a recursos destinados a programas nucleares e de armamentos da Coreia do Norte.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou a aprovação e ressaltou que Pyongyang precisa voltar a cumprir as obrigações internacionais.


A Coreia do Norte está submetida a sanções da ONU desde 2006, devido a seus vários testes nucleares e lançamentos de mísseis. No início de janeiro, Pyongyang surpreendeu o mundo ao declarar que havia feito o teste bem-sucedido de uma bomba de hidrogênio.

O anúncio, porém, foi visto com ceticismo por especialistas internacionais, que acreditam que o país não tem a tecnologia necessária para a produção desse tipo de artefato.

No início de fevereiro, a Coreia do Norte lançou o que afirmou ser um foguete para colocar um satélite no espaço. A comunidade internacional, porém, considerou tratar-se de um teste de um míssil de longo alcance.


Deutsche Welle   

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