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terça-feira, 5 de abril de 2016

Gastos militares globais aumentam pela primeira vez desde 2011

Relatório do Sipri aponta incremento de 1%, somando 1,7 trilhão de dólares, apesar de cortes nos países dependentes do petróleo. EUA e China continuam sendo maiores gastadores e Arábia Saudita chega ao terceiro lugar.

Um relatório divulgado pelo Instituto de Estudos da Paz em Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês) nesta terça-feira (05/04) revela que os gastos militares em todo o mundo aumentaram 1% em 2015, marcando o primeiro aumento desde 2011. No total, quase 1,7 trilhão de dólares foram gastos mundo afora.

Ainda assim, muitos países reduziram drasticamente seus orçamentos militares em razão da queda do preço do petróleo e de dificuldades econômicas.

"Por um lado, as tendências dos gastos refletem o agravamento de conflitos e tensões em muitas partes do mundo e, por outro, demonstram um claro rompimento em relação ao aumento dos orçamentos militares financiados com recursos do petróleo na última década", afirmou em comunicado o diretor do Sipri para pesquisas sobre gastos militares, Sam Perlo-Freedom. "Essa volátil situação econômica e política cria um quadro de incertezas para os próximos anos", observou.

Os Estados Unidos e a China permanecem no topo da lista como os maiores gastadores – 596 bilhões de dólares e 215 bilhões de dólares, respectivamente. A Arábia Saudita ultrapassou a Rússia, chegando ao terceiro lugar, em parte em razão de envolvimento militar saudita no Iêmen e ao enfraquecimento da economia russa.

O relatório revela que a Europa registrou um aumento de 1,7%, após países do leste do continente reforçarem seus orçamentos militares em reação aos temores causados pelo conflito na Ucrânia.

Segundo o Sipri, os maiores gastadores na Europa são Reino Unido, França e Alemanha, que já anunciaram planos de reforçar seus orçamentos militares nos próximos anos. A Alemanha, porém, caiu para o nono lugar no ranking mundial, trocando de posição com o Japão.

Influência do petróleo

O Sipri observou que as diminuições mais drásticas dos gastos militares relacionados aos rendimentos do petróleo ocorreram na Venezuela, onde caíram 64% em relação a 2014.

Os cortes venezuelanos fizeram com que os gastos militares na América do Sul caíssem 4%, chegando a 57,6 bilhões de dólares.

Angola também sofreu o impacto da queda do preço do petróleo, diminuindo seus gastos militares em 42%. Bahrein, Equador e Sudão também registraram quedas.

No entanto, outros países exportadores de petróleo, como Argélia, Rússia e Arábia Saudita, aumentaram seus gastos em razão de estarem "envolvidos em conflitos ou enfrentando um aumento das tensões em suas regiões", segundo o relatório.


Deutsche Welle   

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