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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Morreu o pracinha Jair Claussen

Teresopolitano lutou na Segunda Guerra Mundial


Faleceu na última terça-feira, aos 97 anos, o pracinha Jair da Silva Claussen. Ele foi o último combatente de Teresópolis a falecer entre os 22 locais que foram para os campos da Segunda Guerra Mundial, na Itália. O sepultamento aconteceu na quarta-feira no Cemitério Municipal Carlinda Berlin, o Caingá.

No ano passado, a reportagem do jornal O DIÁRIO e DIÁRIO TV esteve com Jair, ainda com boa memória e gozando de invejável saúde. O encontro, que teve a participação dos pesquisadores Romildo Pires, da Casa da Memória Arthur Dalmasso, e Wanderley Peres, do Pró-Memória Therezopolis, ocorreu na casa do pracinha, na Avenida Presidente Roosevelt, 82, e além de lembrar os 70 anos do fim da Guerra, ocorrido em 8 de maio de 1945, serviu também como homenagem ao teresopolitano que retornou dos campos de batalha coberto de glórias pela sua participação no conflito.

“Teresópolis foi representada na Segunda Guerra com a participação de 22 dos seus cidadãos. Eram pessoas simples, como o contador Jair Claussen, que bem representa o grupo de combatentes que partiu de nossa cidade em meados de 1943 para uma aventura que deixou toda a cidade preocupada, apreensão que só acabou ao fim do conflito, há exatos 70 anos. Nossos pracinhas foram heróis e suas histórias merecem ser melhor conhecidas de todos nós, daí a importância da preservação da memória local”, lembra o historiador Wanderley Peres.

Filho de Hildo Claussen Turl e Georgeta da Silva, Jair da Silva Claussen nasceu em 26 de setembro de 1918, ano que marcou o fim da Primeira Guerra Mundial. 22 anos depois, outra guerra o esperava: Ele era um dos 22 teresopolitanos que lutou na Segunda Guerra, deflagrada a participação do Brasil, junto aos países aliados, a partir de agosto de 1942. Seguiu para a Europa ainda em 1943, em novembro, participando no front, da batalha de Monte Castelo, onde serviu como sargento enfermeiro e, quando acabou o conflito, conheceu sua esposa em Teresópolis, a professora Marília Nunes, filha do comerciante Braulio Nunes. Dessa união, nasceram suas três filhas: Tânia, Márcia e Telma.

Perito contador, com instrução superior, ainda adolescente, o pracinha trabalhou com o pai, no açougue da família. Seu primeiro emprego formal foi na Viação Claussen Ltda., primeira empresa de ônibus de Teresópolis, e que pertencia ao seu tio, Waldemiro Claussen de Souza. Depois da guerra, trabalhou como perito fiscal na Coletoria de Rendas de Petrópolis e, posteriormente, de Teresópolis, onde pediu baixa para se reformar no Exército como segundo sargento.

Mais de 25 mil soldados brasileiros foram enviados para a Europa e, apesar de entrarem em conflito com as forças nazistas de segunda linha, alojadas na Itália, o desempenho da FEB e da FAB foi considerado satisfatório, com a perda de 943 homens. Os outros 21 teresopolitanos que lutaram na Segunda Grande Guerra foram Avelar Silva, Victor Rage Jahara, Niel Cardoso, Carlos Pires Soares, Manoel Garcia da Costa, Alberto Bragança, Jaci dos Santos, Milton Fernandes, Orestes Portugal, Ari Pereira Lima, Ireneu Batista da Cruz, Alcebíades Pereira de Miranda, João Paula, Carlos Wriedt, Josué Braga, Nícias Corrêa, Azicelo Garrido, Nelson Ramos, Antonio Alves da Silva, Oscar Falcão e Adauto Luiz Nogueira.

NET DIÁRIO (RJ) 

Um comentário:

  1. Mesmo atrasado gostaria de deixar meu comentário.

    Lamento profundamente essa morte, ainda mais hoje em nosso País que precisamos de heróis como esse foi. Estamos amargando pela falta de decência, de amor e enfim, de moral ilibada. Esse foi um dos que, por pior que tenha sido como pessoa, teve a hombridade de um dia nos defender verdadeiramente, levando o nome PAZ, que não se refere ao nosso prefeitinho, dando o seu suor e sua dor para o contento das nações que a queriam. Descanse em paz nobre senhor pracinha e um dia com certeza nos veremos em outra vida. Aquela que Deus nos promete e que temos de fazer o necessário para tê-la.

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