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terça-feira, 17 de maio de 2016

Brasileiros criam sistema de radiofrequência que barra o avanço de drones

O país, contudo, ainda não tem diretrizes legais definidas para tratar do tema, sob responsabilidade da Secretaria de Aviação Civil

Por Bruno Freitas

Belo Horizonte — Do monitoramento ambiental a operações secretas do Exército, passando pela captação de imagens aéreas para programas de tevê.

As possibilidades de uso dos drones são inúmeras, fazendo com que esses pequenos veículos aéreos não tripulados (também conhecidos pela sigla Vants) sejam presença cada vez mais comum nos céus do Brasil. A queda gradual nos preços — há modelos que custam a partir de R$ 6 mil — e a facilidade em pilotá-los ajudam a tornar os equipamentos mais e mais populares, o que leva a algumas questões: deve haver restrições que impeçam o uso dessas máquinas voadores em determinadas áreas? Se sim, como garantir que essa limitação seja cumprida?

Seguindo o exemplo de países como a Holanda — onde águias foram treinadas para derrubar equipamentos com uso impróprio — e os Estados Unidos, o governo brasileiro discute diretrizes legais para a aplicação prática dos drones, sob coordenação da Secretaria de Aviação Civil (SAC). O foco do debate, a princípio, são os Vants de uso comercial, já que os modelos recreativos deverão ser enquadrados como aeromodelos.

Enquanto as regras não saem — a expectativa é de uma decisão até agosto, a tempo dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro —, uma empresa mineira com foco em segurança pública se antecipou a possíveis malefícios, como uso terrorista, e desenvolveu um bloqueio digital de frequência de drones que pode ser direcionado num cerco individual ou de perímetro.

O campo de força capta a radiofrequência em que o Vant está programado e intercepta o comando por meio de roteamento, com a característica exclusiva, segundo o fabricante, de quebrar a criptografia e interromper a comunicação com o operador. São dois os modos de bloqueio, ambos restritos a órgãos de segurança pública e defesa — o que os distingue é basicamente a tecnologia embarcada e o preço.

Diâmetro

No bloqueio geral de área, é possível impedir qualquer drone de entrar, num raio de 360 graus, de 50 metros a 1km de diâmetro, alterando a trajetória original. O bloqueio pontual direcional, por sua vez, utiliza um módulo portátil para apontar a antena em direção ao invasor, criando assim um bloqueio somente ao redor do equipamento inimigo.

Correio Braziliense


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