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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Projeto do Gripen alavanca fabricante



Empresas brasileiras parceiras estratégicas do construtor sueco Saab para a produção do jato de combate de nova geração Gripen no Brasil preveem ganhos importantes com a cooperação tecnológica e com os planos suecos para ter o país como uma plataforma de exportação do aparelho.

A Saab projeta um mercado de 200 jatos de combate nos próximos dez anos na América Latina e espera obter uma fatia desse potencial de encomendas.

Metade da necessidade estimada é no Brasil, incluindo os 36 comprados pela FAB. A Colômbia planeja atualizar suas forças armadas com algo entre 15 e 25 caças, e o México pode abrir licitação para 12. O Chile, Argentina, Uruguai, Peru e Equador têm igualmente planos de substituição de jatos de combate por volta de 2020.

"Nossa ideia é ter linha de produção na Suécia e no Brasil, depende do que for mais conveniente (para atender o cliente)", disse ao Valor o diretor para o Brasil da Saab, Mikael Franzén.

A expectativa é de que a produção do Gripen no Brasil comece em fins de 2018. Para Bo Torestedt, diretor de vendas para América Latina, o contrato com a FAB terá efeito sobre os produtos da Saab no resto da região.

Saab conta com seis parceiros estratégicos no Brasil - Embraer, Atech, Ael Sistemas, Inbra, Akaer e Mectron Odebrecht, que vão atuar no projeto. No caso da Mectron, há expectativas sobre reestruturação ou venda da companhia, segundo especialistas no setor.

O contrato de compra de 36 jatos Gripen pelo Brasil, por US$ 4,7 bilhões, inclui um forte pacote de transferência de tecnologia por meio de 50 projetos. Diretores da fabricante sueca destacam os benefícios de transferência e cooperação tecnológica, deixando claro que isso ajuda a Saab a ganhar mais dinheiro também. Eles mencionam o projeto "Triple Helix" que tem com a Suécia, Suíça e agora Brasil, para tornar mais eficiente a cooperação entre universidades, indústria e governos.

Na fábrica da fabricante sueca, diretores repetem que as companhias caminham para ser cada vez mais "empresas de software" e complexidade será o campo de batalha na indústria aeronáutica. Nesse cenário, acreditam que Saab tem o melhor em termos de tecnologia e facilidade de uso de sistemas na indústria militar.

Desde outubro de 2015, depois de assinada formalmente a encomenda da FAB, 80 engenheiros brasileiros já chegaram ao centro de produção da Saab, em Linkoping, para participar do projeto. No total, a Saab prevê o treinamento de 350 engenheiros brasileiros que, por sua vez, vão preparar outros engenheiros no Brasil para a produção local do Gripen.

A Embraer vai receber 70% da transferência de tecnologia sueca. "Vamos desenvolver tecnologia, estruturação da montagem do avião no Brasil e a coordenação da cadeia de produção", diz Jackson Schneider, presidente de Embraer Defesa. O centro de desenvolvimento de engenharia estará operacional a partir de novembro em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A Embraer vai desenvolver do zero com a Saab o aparelho biposto, o avião com dois assentos, que é parte da encomenda da FAB.

Valor Econômico

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