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terça-feira, 5 de julho de 2016

Em ação espetacular, Israel resgata reféns no aeroporto de Uganda em 1976.



Há 40 anos, israelenses fizeram operação secreta no terminal de Entebbe, que resultou na morte de terroristas e militares locais, desafiando o ditador Idi Amin Dada


À ousadia do sequestro, por um comando terrorista pró-Palestina, de um Airbus da Air France cheio de passageiros judeus, Israel respondeu ainda mais ousadamente, com uma espetacular ação de resgate - debaixo da carranca de Idi Amin Dada, ditador de Uganda. No dia 27 de junho de 1976, o avião que ia de Tel Aviv para Paris foi tomado pelos terroristas logo depois de decolar de Atenas, onde fez escala, sendo levado para Benghazi, na Líbia, e depois para o aeroporto de Entebbe, em Uganda, aparentemente com a aprovação de Idi Amin, que cortara relações com Israel em 1972.


Com as negociações mantidas na semana seguinte, 195 passageiros foram libertados, mas 107 reféns permanecem num galpão do aeroporto - 95 judeus com passaportes israelenses e 12 tripulantes do aparelho sequestrado, vigiados pelos sete terroristas (cinco palestinos, um alemão e uma alemã) e protegidos por soldados ugandenses. Exigência dos sequestradores: a libertação de 53 prisioneiros políticos palestinos presos em Israel e em outros quatro países. Se isso não acontecesse até o dia 4 de julho, o Airbus seria explodido com os reféns dentro.


Israel fingiu negociar, mas em segredo preparou uma operação de resgate minuciosa. No fim da noite do dia 3, quatro aviões militares Hércules com cem comandos de elite e uma unidade médica partiram de Tel Aviv para Uganda. Com eficiência e rapidez, os comandos israelenses desembarcaram em jipes, libertaram os reféns e os puseram nos aviões, deixando mortos todos os sete terroristas e cerca de 20 militares locais.


Um quarto da força aérea de Uganda - 11 Mig russos - e alguns aviões comerciais foram destruídos, assim como a torre de controle. Mas também morreram o comandante da operação, o tenente-coronel Yoni Netanyahu (cujo irmão Benjamin seria, décadas depois, premier de Israel), e três reféns. Na manhã de domingo os comandos foram recebidos como heróis em Israel.

A primeira reação de Idi Amin foi parabenizar suas tropas por "repelir os invasores". Dias depois congratulou-se com os israelenses pelo sucesso do resgate e anunciou a intenção de romper com o terrorismo.

O Globo

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