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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Especialista da ONU acha País ‘alvo fácil' de ataques terroristas


Para especialista da ONU, ameaça na Olimpíada é maior que durante a Copa de 2014

Jamil Chade, correspondente em Genebra - O Estado de S.Paulo


'O perigo é de que usem os Jogos como uma oportunidade para propagar seus ataques', diz Jean Paul Laborde

Jean Paul Laborde, chefe da estratégia da ONU para o Combate ao Terrorismo, alerta que a Olimpíada no Brasil corre o risco de ser alvo de ataques terroristas. Ele considera que a ameaça é maior do que durante a Copa do Mundo, em 2014.

“Há indicações de que o evento no Brasil é um alvo fácil para o Estado Islâmico”, declarou Laborde ao Estado. “O perigo é de que organizações terroristas usem os Jogos como uma oportunidade para propagar seus ataques. Ninguém está imune a isso hoje”, disse.

Para ele, a lógica de que o Brasil não tem problemas de terrorismo não é a abordagem a correta. “A questão não é o Brasil. Mas as pessoas que vão ao Rio”, disse o diretor executivo da Direção de Contra-Terrorismo da ONU, em referência a delegações dos Estados Unidos, Israel e países europeus, entre outros.

Na avaliação do francês, as autoridades brasileiras “conhecem muito bem os riscos” e as experiências da Copa do Mundo de 2014 foram importantes para preparar o país.

Laborde, que foi juiz da Suprema Corte Francesa e por 17 anos serviu em diversos cargos nas Nações Unidas no combate ao terrorismo, considera que, pelo fato de o Estado Islâmico estar perdendo terreno na Síria, o grupo, que hoje tem 30 mil combatentes, colocou como alvo países de fora da região.

“O espaço vital do grupo na Síria está sendo reduzido e o EI está voltando a ser cada vez mais um grupo de fato terrorista, cometendo atos terroristas pelo mundo”, disse. “Por isso, o risco é maior. Eles voltam à forma tradicional de propagar o terrorismo”, insistiu, apontando para os casos de Bruxelas, Istambul, Bagdá ou Bangladesh.

“O EI entendeu a dificuldade em manter seu território e passou a sugerir que combatentes estrangeiros fiquem em seus países de origem e sejam chamados a atuar eventualmente.”

No Rio, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou que não há “probabilidade’’ de ataque terrorista durante os Jogos, “mas trabalhamos como se houvesse’’.

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