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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Japão nega uso de radares ativos contra caças chineses sobre mar da China Oriental



Tóquio refutou as acusações de Pequim de que jatos da Força Aérea de Autodefesa do Japão utilizaram radares de controle de fogo para adquirir como alvos jatos de combate chineses durante um voo de patrulha sobre o mar da China Oriental, comunicou a mídia local na terça (05).

Na terça, o Ministério da Defesa chinês divulgou que no dia 17 de junho dois caças Su-30 foram abordados por dois aviões de guerra F-15 durante uma missão de patrulha sobre a zona de identificação da defesa aérea nas águas do mar da China Oriental.

Segundo o ministério, os jatos japoneses usaram radares de controle de fogo para adquirir os aviões chineses. Quando o incidente ocorreu, os Su-30 chineses adoptaram medidas para indicar aos jatos do Japão que abandonassem a zona.

O vice-secretário do Chefe de Gabinete do Japão, Koichi Hagiuda, disse na terça-feira, citado pelo jornal The Japan Times, que os jatos de combate japoneses "nunca tomaram quaisquer atitudes provocatórias como alega" o Ministério da Defesa da China.

Bloquear um avião com radar de controle de fogo significa que o avião está pronto para disparar o míssil e o piloto do avião bloqueado tem um sistema especial que sinaliza que o avião está em perigo.

As relações entre o Japão e a China foram afetadas negativamente pela disputa sobre as ilhas inabitadas no Mar da China Oriental. Os japoneses chamam-lhes Senkaku (o nome é reconhecido internacionalmente), enquanto na China eles têm o nome de Diaoyu.

Em 2014, o Japão e a China tinham acordado reduzir as tensões sobre as ilhas em disputa. Mas os navios chineses invadiram repetidamente em 2015 as águas territoriais do Japão perto das ilhas Senkaku.

Sputnik News

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