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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sala Master de Comando e Controle: 24 horas a serviço da fluidez do tráfego aéreo



Foi ativada na manhã desta quarta-feira (dia 20/07) a Sala Master de Comando e Controle do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), unidade do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). Com o objetivo de realizar coordenações para garantir a fluidez do tráfego aéreo durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a Sala Master reunirá representantes da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Casa Civil, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), Receita Federal, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), Petrobrás, Ministério das Relações Exteriores, Autoridade Pública Olímpica, Comitê Olímpico Internacional e do Comando da Aeronáutica.

Os operadores aeroportuários privados também terão representatividade na sala, que compartilhará as informações sobre as locomoções (como chegada, deslocamentos e partidas) das autoridades e das delegações, bem como a ativação e desativação das áreas de restrição do espaço aéreo. A previsão é que a Sala Master funcione até o dia 24 de setembro.

O trabalho na Sala Master é baseado no processo de decisão colaborativa (CDM, do inglês Colaborative Decision Making), metodologia adotada no CGNA, na qual diferentes órgãos participam da avaliação e escolha dos procedimentos na gestão de uma determinada situação no gerenciamento do fluxo de tráfego aéreo. “A Sala Master foi constituída para agregar todos os órgãos do governo que terão uma certa influência ou determinação nos voos que serão realizados durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. A finalidade básica é dispor de pessoas que tenham a capacidade de tomar a decisão da forma mais rápida possível, passando por todos os atores que podem influenciar um voo, para que a gente tenha um completo domínio do setor aéreo durante todo o período dos Jogos Olímpicos”, explicou o Brigadeiro do Ar Luiz Ricardo de Souza Nascimento, coordenador da Sala Master.

Os dias de picos de movimentos aéreos estão relacionados aos seguintes eventos: cerimônia de abertura (05/08), finais de atletismo, natação, ginástica e tênis (dias 13 e 14/08), finais da maioria dos esportes coletivos e encerramento do evento (dias 20 e 21/08) e o dia seguinte ao encerramento dos Jogos Olímpicos (dias 22/08).

Este ano haverá uma segunda Sala Master, que ficará num ambiente em anexo à principal, destinada às equipes de apoio dos representantes das instituições que estarão prestando serviço na Sala Master 1 e aos Chefes das Divisões Operacionais (DO) dos órgãos regionais do DECEA – os quatro Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA) e o Serviço Regional de Proteção em Voo de São Paulo (SRPV-SP). Outra novidade é o Sistema de Gestão de Voos Olímpicos e Paralímpicos (SGVOP), um software desenvolvido no próprio CGNA que reúne todas as funcionalidades dos processos desenvolvidos.

O maior dos grandes eventos

Competições simultâneas, atrações ao ar livre, 42 modalidades esportivas, milhares de turistas a passeio e profissionais a trabalho – todos na mesma Cidade Maravilhosa. Nenhum outro grande evento realizado no Brasil nestes últimos quatro anos se compara aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Ativação simultânea de áreas de restrição no espaço aéreo, ampliação e alteração dos horários de funcionamento dos aeroportos e significativo aumento no fluxo de tráfego aéreo tornam o trabalho do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) ainda mais dinâmico e desafiador. Para se ter uma ideia da grandeza do evento, confira os números:

– 39 aeroportos envolvidos (incluindo três Bases Aéreas), localizados nas cidades-sede;
– 22 posições de embarque no aeroporto Santos Dumont (8 assistidas por pontes e 14 remotas);
– mais de 1 milhão de atletas, delegações e turistas circulando nos aeroportos – sendo destes 4 mil atletas paralímpicos, o que reforça o desafio da acessibilidade – e 32 mil jornalistas;
– 4,7 milhões de volumes de bagagem processados nos terminais cariocas;
– 2,2 mil controladores de voo treinados no Programa de Simulação de Movimentos Aéreos (Prosima);
– mais de mil vagas extras nos pátios dos aeroportos para estacionamento de aeronaves;
– cerca de 100 Chefes de Estado e delegações de 206 países;
– estimativa de 900 a mil movimentos de aeronaves executivas no dia da abertura; e
– 45% extra de servidores de órgãos públicos envolvidos na prestação de serviço aeroportuário, com mais de 2,5 mil profissionais envolvidos.

Sala Master: uma história de sucesso

Esta será a quinta vez que a Sala Master será ativada desde a sua criação. Em 2011, vislumbrando os grandes eventos que o Brasil sediaria ao longo dos próximos anos, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, levando em consideração a necessidade de planejar diversos setores para receber as crescentes demandas de tráfego aéreo, elaboraram o Plano de Ação para Grandes Eventos.

O plano prevê todas as ações dos órgãos de controle e de gerenciamento de tráfego aéreo antes, durante e depois dos grandes eventos da Conferência Rio + 20, Copa das Confederações, Jornada Mundial da Juventude (JMJ), Copa do Mundo e Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Uma primeira versão da Sala Master se deu já em 2012, quando nove militares se reuniram para atuar na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Na sequência, em 2013, a Sala Master foi ativada para receber a Copa das Confederações e, no mesmo ano, a Jornada Mundial da Juventude. Em 2013 a sala teve um modelo mais complexo, reunindo autoridades do Comando da Aeronáutica, SAC, Infraero, ANAC, Receita Federal, Polícia Federal, ANVISA, entre outros representantes das organizações envolvidas direta ou indiretamente na estrutura do transporte aéreo.

Em 2014, como a realização da Copa do Mundo FIFA, a Sala Master passou por uma reforma, tendo agora à sua disposição, além do banco de dados meteorológicos e de defesa aérea, um monitor de visualização do software SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos), com dados sobre a localização das aeronaves em sobrevoo tanto em nosso território, como em grande parte do Oceano Atlântico (FIR Atlântico), totalizando uma cobertura de 22 milhões de quilômetros quadrados.

Muitas foram as conquistas deste modelo de decisão colaborativa, bem sucedido em operações de rotina no CGNA e igualmente vitorioso na Sala Master. A integração dos órgãos e empresas, num ambiente de atividade ininterrupta, propicia não só a rápida resposta em momentos de crise, como a garante a qualidade de todas as ações executadas por conta da presença de autoridades de cada setor.

Assessoria de Comunicação Social do DECEA
Reportagem: Telma Penteado
Fotos: Luiz Eduardo Perez

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