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sábado, 27 de agosto de 2016

Nos 100 anos da Aviação Naval, Jungmann homenageia piloto desaparecido



São Pedro da Aldeia (RJ), 26/08/2016 – Na cerimônia pelos 100 anos da Aviação Naval o ministro da Defesa, Raul Jungmann, prestou homenagem, nesta sexta-feira (26), ao capitão-de-corveta Igor Bastos, desaparecido após acidente na Base Naval de São Pedro da Aldeia (RJ). Jungmann também destacou o trabalho de cerca de 8 mil militares da Marinha durante a realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016.


“Faço uma sincera e emocionada homenagem ao Capitão-de-Corveta Igor Bastos, ainda desaparecido no mar após acidente ocorrido em treinamento. Estendo meus sentimentos a seus familiares e irmãos de farda”, disse o ministro.

Segundo Jungmann, “essa lembrança traz a mim o dever de agradecer e cumprimentar enfaticamente todos tripulantes aeronavais brasileiros por seus sacrifícios, por seu profissionalismo, por sua abnegação e dedicação à Pátria. Parabéns a todos os aviadores que protegem, do ar, a nossa soberania no mar”.

Aviação naval

O ministro Raul Jungmann e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, seguiram no início da manhã para a base naval, na região dos Lagos do estado do Rio. No desembarque, a comitiva foi recebida pelo comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e o comandante de Operações Navais, almirante Sergio Roberto Fernandes dos Santos.


Depois, deslocou-se para o início do dispositivo onde passou em revista as tropas. No palanque, Jungmann iniciou discurso onde destacou a participação da Força Naval nas Olímpiadas. “A Marinha colocou à disposição dos jogos 8 mil homens e mulheres e não poderia deixar de me referir ao comandante da Marinha, almirante Leal Ferreira, ao chefe do EMCFA, almirante Ademir, e ao comandante do 1º Distrito Naval, almirante Leonardo Puntel, que estiveram ombro a ombro enfrentando aquele desafio”, destacou o ministro.

Em seguida, Jungmann falou sobre a cerimônia que transcorria na base naval: “A Aviação Naval no Brasil começou com a criação da Escola de Aviação Naval na Ilha das Enxadas, no Rio de Janeiro, em 1916. Ainda não se haviam passado 10 anos desde que o 14 Bis de Santos Dumont levantara voo em Paris, em 1907, quando o pioneirismo e o entusiasmo de outro brasileiro, o primeiro-tenente Jorge Henrique Möller, impulsionaram o surgimento da aviação militar no Brasil”, destacou o ministro.

“A Aviação Naval é fundamental para a Esquadra, para o desenvolvimento de nosso País e para a defesa da Amazônia Azul. Somadas aos recursos pesqueiros de nossas águas, as riquezas localizadas na Amazônia Azul elevam o Brasil a um novo patamar de reservas e produção de petróleo e gás natural. É no marco da proteção desses recursos que a Marinha do Brasil vem aprofundando seus projetos estratégicos, notadamente aqueles que se baseiam no desenvolvimento de tecnologias e produtos de defesa nacionais. Mas a Marinha do futuro precisa, sempre, lembrar e louvar o seu passado”, disse Jungmann.

Em sua mensagem lida durante a cerimônia, o almirante Leal Ferreira também deu ênfase sobre a importância da aviação da Marinha. Na ordem do dia, o comandante da Força Aeronaval, almirante Sérgio Nathan Marinha Goldstein, apresentou o histórico da aviação. “O sonho dos pioneiros de criarmos um braço aéreo em apoio a nossa Marinha escreveu belos e valorosos capítulos de superação, com a perda de companheiros que sacrificaram a própria vida em prol de um ideal”, ressaltou o almirante.

“Porém, a nossa história é de contínua evolução. Ao olharmos o futuro perceberemos a necessidade de nos atualizar, com a renovação de nossos meios. Assim é que a Marinha adquiriu os novos helicópeteros SH-16 “Seahawk” e UH-15 “Super Cougar”, iniciou a modernização dos AH-11ª “Super Lynx” e dos AF 1ª/B “Skyhawk”, bem como planeja substituir os valorosos UH-12/13e o IH-6B, haja vista o término de vida útil”, afirmou o almirante.

Selos, medalhas e livros

Durante a cerimônia também ocorreu a entrega de Diploma do Mérito Naval. Num parceria com o Correios, foi feito o lançamento de selo comemorativo aos 100 anos da Aviação Naval. Coube a Casa da Moeda apresentar e lançar a medalha em ouro e em prata também alusiva à data.

Já a Fundação Getúlio Vargas (FGV) produziu um livro comemorativo aos 100 anos da Aviação da Marinha. O evento foi encerrado com desfile das tropas da base naval e o sobrevoo de helicópteros e um caça AF-1 do Esquadrão VF Uno. O comando da Força Aeronaval tem hoje 62 helicópteros e 22 aviões.

Por Roberto Cordeiro

Ministério da Defesa

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