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domingo, 7 de agosto de 2016

Regime sírio tenta evitar cerco a bairros sob seu controle em Aleppo


AFP / THAER MOHAMMED

O regime sírio tentava neste domingo evitar o cerco total a bairros que controla em Aleppo, segunda maior cidade da Síria, onde sofreu uma grave derrota ontem diante de uma coalizão de rebeldes islâmicos e extremistas.

Já na região noroeste do país, pelo menos dez civis, incluindo três crianças, morreram neste sábado em ataques aéreos perto de um hospital, segundo informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os ataques aconteceram na cidade de Millis, na província de Idleb, uma zona perto da Turquia sob controle de uma aliança de rebeldes opostos ao presidente sírio e dirigida pelos islamitas da Frente Fateh al-Sham (antiga Frente Al-Nosra, que renunciou a seu vínculo com a rede Al-Qaeda).

Em Aleppo, "o exército sírio e seus aliados sofreram uma séria derrota", disse Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Os rebeldes conseguiram inverteu no sábado a situação em Aleppo ao romper o cerco instaurado há três semanas pelo regime de Bashar al-Assad.


O regime reconheceu implicitamente a ameaça aos bairros pró-governo, onde os moradores começam a armazenar alimentos.

"Nossas forças reassumiram suas posições após absorverem o choque do ataque de milhares de mercenários e o exército encontrou uma rota alternativa para o fornecimento de alimentos e combustível" para os bairros controlados pelo governo, afirmou neste domingo a televisão estatal síria.

Aleppo, a segunda maior cidade do país, está dividida desde 2012 em duas partes: uma sob o controle dos rebeldes, a leste, e outra em mãos do regime, a oeste.

'Rota perigosa'

No sábado, o cerco total imposto pelo regime de Assad aos bairros rebeldes e seus 250.000 habitantes foi quebrado, segundo os rebeldes. A imprensa estatal síria negou o fim do cerco.

Os rebeldes divulgaram neste domingo imagens de sete caminhões cheios de frutas e legumes entraram em seus bairros.

A estrada que permite alcançar os bairros do leste, no entanto, continua a ser perigosa para os civis, segundo o OSDH, que evocou relatos de "esporádicos ataques aéreos e incursões, mas de menor intensidade".

A ONG ressaltou que agora será a vez dos distritos do oeste de serem "sitiados".

"Não há caminho seguro para os civis em áreas do governo para entrar ou sair da cidade", disse Abdel Rahman.

Moradores da parte governamental de Aleppo indicaram neste domingo à AFP que uma multidão se apressava para comprar comida e água antes de um eventual cerco.

Neste domingo, o papa Francisco denunciou na Praça São Pedro de Roma o "número inaceitável" de vítimas civis em Aleppo.

"É inaceitável que tantas pessoas indefesas - e tantas crianças - paguem o preço deste conflito", disse Jorge Bergoglio diante de milhares de fiéis reunidos para o Angelus.

Desde sua deflagração em 2011, após a sangrenta repressão a manifestações pacíficas pró-reformas, a guerra na Síria deixou mais de 280.000 mortos e milhões de deslocados.

Agence France-Presse (AFP)

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