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sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Futuro operacional de Aeronaves Remotamente Pilotadas é discutido em seminário



FAB realiza primeiro seminário internacional ´´ARP em Combate´´

O objetivo é a coleta de informações para desenvolvimento de projetos futuros.

A Força Aérea Brasileira (FAB) debateu o futuro operacional das Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) durante o 1° Seminário Internacional “ARP em Combate”, realizado, nesta quinta-feira (15), em Brasília (DF). Cerca de 120 oficiais das Forças Armadas e integrantes do Ministério da Defesa assistiram a palestras do Estado-Maior da Aeronáutica e das seguintes empresas ligadas à aviação: a sueca SAAB, as israelenses IAI, Elbit e Rafael; e a italiana Leonardo. Foram demonstrados, principalmente, os desafios e tendências no emprego dessa aeronave.


A elaboração de regras para a inserção do ARP no espaço aéreo civil e o desenvolvimento de sistemas para tornar a aeronave autônoma e com facilidade na tomada de decisões foram alguns dos temas principais.

O objetivo da FAB, que possui dois tipos de ARPs (o Hermes 900 e o 450), foi coletar informações sobre os pequenos aviões sem tripulantes projetados para integrar, de forma mais intensa, a aviação militar do futuro. De acordo com Comandante da Aeronáutica interino, Tenente-Brigadeiro do Ar Dirceu Tôndolo Noro, o tema possui caráter estratégico e a troca de informações vai abastecer com dados o Estado-Maior da Aeronáutica. “Discussões como essa ajudam no objetivo da FAB, que é garantir a soberania do espaço aéreo nacional”, ressaltou.

Foram discutidos tópicos como operações conjuntas de ARPs, aquisição e operação de armamentos e operações logísticas em aeronaves remotamente pilotadas. Também chegou a ser debatido como serão as operações aéreas da FAB a partir do momento que o Gripen entrar em serviço no País, em 2019.

Palestrante do evento, Jonas Jakobsson, representante da SAAB e ex-piloto de caça da Força Aérea Sueca, destacou que os pontos-chaves da aviação do futuro são os sistemas automatizados e a inteligência artificial. Ele afirmou que o maior desafio é desenvolver sistemas que sejam realmente autônomos para que a aeronave possa pousar, aterrissar, realizar manobras de defesa aérea, empregar armamentos, desviar de obstáculos, entre outras ações.


“O futuro do combate inclui que as aeronaves consigam manter informações sigilosas, alta velocidade, armas com muita energia e que possam atingir diversas plataformas, além de tecnologia de não detecção”, ressaltou. “Deve haver uma cooperação entre aeronaves tripuladas e não tripuladas”, complementou.

Outro desafio apresentado no seminário é como inserir os ARPs no espaço aéreo integrado, tanto civil quanto militar. Segundo o palestrante, os ARPs precisam ser capazes de operar no mesmo ambiente civil, o que não acontece, por exemplo, na Europa. “Para isso é preciso discutir normas e tecnologias”, destacou.

Ensino e pesquisa

Organizado pela Universidade da Força Aérea, o seminário teve entre os participantes oficiais-alunos do Curso de Política e Estratégia Aeroespacial (CPEA) e de Comando e Estado-Maior (CCEM). Um deles, o Major Aviador Ricardo Felzcky destacou a importância do evento. “Foi fundamental, pois agrega conhecimento do emprego armado dos ARPs. E essa aeronave é o próximo passo da Força Aérea, é uma tendência do futuro”, finalizou.

Agência Força Aérea

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